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19/02/2008 | Jornal Tribuna da Imprensa

A batalha pelo domínio eleitoral do Rio

A situação dos diversos pré-candidatos à prefeitura do Rio, complicou definitivamente. São vários os fatores que contribuíram para isso. Principalmente a falência dos partidos.

Nomes e caciques ganharam ascendência, embora tivessem lançado e patrocinado candidatos que não se destacam. Sérgio Cabral não conseguiu levantar Eduardo Paes, o mesmo aconteceu com César Maia e Anthony Mateus, que perdem longe se insistirem com dona Solange Amaral, já derrotada para governador.

Os três resolveram então trabalhar um nome que seria (ou pareceria) invencível, comum aos três. E que, eleito, assumiria o compromisso de não disputar o governo em 2010.

Por que essa exigência? É que Sérgio Cabral desde já é candidato à reeeleição, e Anthony Mateus a mesma coisa. Embora neste segundo caso eu não acredite. Mateus quer a Presidência da República em 2014 e não iria se arriscar em 2010.

Sérgio Cabral muda tanto de rumo e de velocidade na questão da prefeitura do Rio, que chegou a pensar(?) numa coligação, com Wagner Montes prefeito e Paes na vice. Numa semana o candidato de Cabral é Crivela, depois Paes, tenta Wagner, volta a Eduardo Paes, mas ainda não tem maioria dentro do PMDB.

Chegou a consultar (indiretamente) o deputado estadual e apresentador de televisão, mas a resposta foi negativa. Wagner confirmou o que me disse há 1 mês e eu publiquei autorizado.

Motivo que impressiona Wagner: foi avisado pelo próprio ´bispo´ Crivela, (um dos donos da Record, onde Wagner tem seu programa) ´que se atrapalhar minha candidatura, será afastado do programa policial que o mantém´.

O grande salário que recebe e a ótima audiência, (que lhe deu 110 mil votos para deputado estadual) embalançaram sua vontade de se candidatar. Prefere disputar o governo em 2010.

Pela lei eleitoral, Wagner pode fazer o programa até 3 meses antes da eleição. Por causa disso, entrou em negociações com outras televisões. Está conversando com a Bandeirantes. Mas existem as que não têm problemas de dinheiro.

Crivela é do PRB, (do vice Alencar) não ganha sozinho, já perdeu em 2004. Wagner desistindo, deixa Paulo Ramos antecipadamente como candidato do PDT. As esquerdas com 5 ou 6 nomes, têm que torcer para um deles chegar ao segundo turno. O que será difícil.

Sérgio Cabral não controla o PMDB como acredita. E falta Picciani, irritado por não ter sido incluído no acordo para lançar um nome de coalizão. Continua com Marcelo Itagiba, que mostra força no PMDB.

Existem nomes bons com legendas que ainda não pegaram, caso de Chico Alencar e o PSol. Ele teve 200 mil votos para deputado, se chegar ao dobro para prefeito, agradeça a Deus. O PT, transformado em PT-PT, acabou no Rio. Alessandro Molon é o candidato, com a oposição apenas de Wladimir Palmeira. Dona Benedita não se opõe a nada, quer apenas uma vaga para o Senado em 2010. Acha que ganha de César Maia ou Picciani, nenhuma alucinação.

Dona Frossard, conservadora num partido que é o sucessor do Partido Comunista, não engrenou. Tem menos receptividade do que quando foi para o segundo turno com Sérgio Cabral e perdeu porque fez campanha errada.

Os outros estão todos jogando para 2010. O PSDB, que acabou no Rio, vai de Otavio Leite, ótimo nome. Sabe que não ganha, tenta capitalizar para a reeleição à Câmara em 2010.

Carlos Lessa se lançou pelo PSB e não falou mais nada, incógnita. Dona Feghali, que era favorita e quase imperdível se juntasse os partidos de esquerda, está desarvorada.

PS - Como se vê, a barafunda é total. Os que ocupam ou ocuparam) cargos chaves (Cabral, César Maia, o casal Mateus, Picciani) estão perdidos e consideram melhor se juntarem. Mas com que candidato?