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23/11/2007 | Plenário da Câmara

A importânia da Educação Física e dos seus profissionais

O SR. OTAVIO LEITE (PSDB-RJ. Sem revisão do orador.) - Eminente Presidente, Deputado Inocêncio Oliveira, Srs. Deputados, há um provérbio muito conhecido de todos que expressa a seguinte máxima: ´Mens sana in corpore sano´. A mente sã advém do corpo são; mente e corpo, juntos, podem produzir fruição de saúde para o indivíduo.

Esse preceito nos remete a uma observação indiscutível: é indispensável que as pessoas mantenham o corpo saudável e cultivem a prática da atividade física. Por conseguinte, corpo e mente estarão mais bem providos.

Digo isso para enaltecer e ressaltar a importância da atividade física e, intrinsecamente, a importância do profissional de educação física. No Brasil, mais de 500 instituições ministram o curso de Educação Física. São certamente milhares e milhares de profissionais atuando diretamente na área. Pode-se dizer que se dá no País um fenômeno cultural em que a população está tomando consciência de que é indispensável a prática de atividades físicas. Hoje, as pessoas mais velhas caminham muito mais do que há 20 ou 30 anos.

Mas, Sr. Presidente, apesar dessa mudança, ainda há muito o que fazer para que cada vez mais pessoas pratiquem atividades físicas. Em última análise, vale a reflexão mais detida: será certo, absolutamente certo, que cada vez mais, e universalmente, as pessoas adotem o comportamento de praticar exercícios com a ajuda de profissionais, isto é, sob orientação especializada. Se assim for, a saúde brasileira vai melhorar, e os gastos desse setor vão diminuir, porque as pessoas terão melhores condições físicas para enfrentar o dia-a-dia e as vicissitudes da vida.

A Organização Mundial de Saúde já há algum tempo estabeleceu que todas as ações de prevenção e promoção de saúde devem incorporar a educação física.

É interessante observar, Sr. Presidente, que há 10 anos, em 1997, o Ministério da Saúde promoveu o reconhecimento da educação física como profissão vinculada à área da saúde. Passaram-se 10 anos e, finalmente, a Conferência Nacional de Saúde aprovou e consolidou em seu relatório a inclusão da atividade como parte integrante de todos os núcleos de atenção integral à saúde da família.

A educação física, portanto, tem de se tornar cada vez mais presente e profissionalizada, em todas as ações, em todas as faixas etárias, em todos os ambientes, tanto quanto possível.

A educação especial para a reabilitação de pessoas com deficiência física, por exemplo, encontra no trabalho do profissional de Educação Física uma contribuição formidável, que tem permitido a muitos e muitos brasileiros melhor qualidade de vida para enfrentar o dia-a-dia.

Sr. Presidente, do ponto de vista das patologias graves, a exemplo do tratamento da hemofilia e de doenças neurodegenerativas, é reconhecida a importância da atividade física para que o cidadão tenha mais disposição no dia-a-dia.

Nesse sentido, elaborei um projeto de lei para consubstanciar em norma jurídica essa medida muito proficiente que ensejará políticas públicas de recuperação de doenças neurodegenerativas e da hemofilia por meio da atividade física.

Sr. Presidente, presto a minha homenagem às instituições que cuidam da atividade da educação física, em especial ao Conselho Regional de Educação Física do Rio de Janeiro, o CREF, que tem atuado de maneira absolutamente eficiente, profissional e madura, ao congregar os profissionais de educação física, estimulando-os ao seu aperfeiçoamento profissional. A atuação do Conselho tem sido fonte de inspiração para muitas outras instituições, pois tem-se destacado pela preocupação com a comunidade.

Embora esteja na mídia todas as semanas, às vezes nos esquecemos de algo tão óbvio: a educação física merece ter a sua importância reconhecida por todos, inclusive por esta Casa.

Muito obrigado, Sr. Presidente.