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21/12/2003 | Jornal O Dia

Adversário oculto

Cesar assiste à briga dos pré-candidatos para vaga no segundo turno

Com reais chances de estar no segundo turno, o prefeito Cesar Maia assiste de seu gabinete no Centro Administrativo São Sebastião, Cidade Nova, à briga entre os demais pré-candidatos para garantir a outra vaga. O vice-governador Luiz Paulo Conde conta com o apoio do secretário de Segurança, Anthony Garotinho, e da governadora Rosinha Garotinho. Cesar ironiza o ex-aliado e considera “difícil” sua ida para o segundo turno. O prefeito tem classificado Conde como “adversário ideal”, fácil de ser derrotado.

Conde não fica atrás. Ele jura de pés juntos que irá para o segundo turno com seu amigo oculto, Jorge Bittar, a quem deu um CD com o samba da Gaviões da Fiel, escola que substituiu a tradicional Portela na viagem do presidente Lula à África. “A queda de Cesar será muito grande. Bittar é forte. Já o senador Marcelo Crivella é uma incógnita. Pode ser uma surpresa ou um completo desastre. A Denise Frossard tende a crescer”, diz.

A amiga oculta de Conde lança farpas contra ele. Sugerindo um livro de auto-ajuda no Natal, Jandira Feghali diz que o vice-governador está perdido na política e precisa encontrar um rumo.

Crivella, com seu rebanho evangélico, tem assustado Cesar Maia. De todos os pré-candidatos, o prefeito considera o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus o mais perigoso. O senador liberal, avesso a polêmicas, evita falar sobre a disputa. No entanto, tem sido cortejado até por Garotinho para compor uma chapa com Luiz Paulo Conde. Ele alcançaria o voto nas camadas populares. O senador é citado nas pesquisas de intenção de voto.

Denise Frossard conseguiu a simpatia no ninho tucano. Ela atrapalhou os planos do deputado estadual Otavio Leite de disputar a prefeitura. E conquistou a simpatia do cacique e presidente regional do partido, o ex-governador Marcello Alencar. Apesar das brigas, a candidatura caminha para um acordo, evitando prévias.

Com a força de um cabo eleitoral de peso, o presidente Lula, Bittar vai usar as ações do Governo federal como trampolim para sua candidatura. Enquanto Jandira Feghali, segunda deputada federal mais bem votada (264 mil votos), buscará o apoio dos eleitores da esquerda. A eleição não será tão simples como um amigo-oculto. É aguardar o ano que vem para ver.