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17/01/2012 | Jornal O Globo online

Adversários de Paes apostam na briga de PT e PMDB

RIO – A oposição ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, acompanha atentamente cada passo da crise entre PT e PMDB, provocada pela falta de entendimento entre os dois aliados sobre as disputas de outubro. Os pré-candidatos Marcelo Freixo (PSOL) e Otavio Leite (PSDB) acreditam que podem, mesmo que pouco, ser beneficiados pela briga. Já Rodrigo Maia (DEM) acredita que nada mudará no quadro de 2012, por conta da submissão petista.

Com o lema de “quanto mais dividida a aliança de Paes, melhor”, a oposição aposta que, ainda que venha a resolução do conflito, a coligação chegará rachada na corrida eleitoral. A avaliação é de que, sem unidade em torno de Paes, fica mais fácil forçar um segundo turno. Apesar disso, somente Otavio Leite acredita que pode haver uma ruptura na dobradinha PT-PMDB:

- Isso vai afetar a campanha da máquina e é natural que haja prejuízos. São ingredientes de um processo que apenas está dando seus passos iniciais.

Para Marcelo Freixo, os dois partidos continuarão juntos porque o conflito tem em vista a eleição de 2014, quando o PT deve lançar o senador Lindbergh Farias para governo do estado, enquanto o PMDB deve indicar o vice-governador Luiz Fernando Pezão.

- Eles estão pensando em 2014. Agora, qualquer crise no governo é boa e essa é apenas uma a mais – disse Freixo.

Rodrigo Maia diz que o PMDB promove um esvaziamento do PT no estado, deixando-o muito enfraquecido. E, sem força, os petistas não deixariam o barco peemedebista:

- Mesmo com toda a humilhação que o PMDB leva o aliado a passar, não acredito que o PT do Rio tenha coragem e audácia de tomar uma decisão (de ter candidatura própria).

O apoio a Paes nunca foi uma unanimidade dentro do PT. No dia em que o partido anunciou o vereador Adilson Pires para compor a chapa do peemedebista como vice, uma ala do PT deixou claro que era contra a aliança. Os descontentes, liderados pelo deputado federal Alessandro Molon, chegaram a fazer um ato contra a união.

A briga entre os aliados começou quando o PMDB anunciou que deve apoiar a reeleição do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT), e não o candidato petista, vaga disputada pelo secretário estadual de Assistência Social, Rodrigo Neves, e o deputado federal Chico D’Ângelo. Os petistas também reclamam que, enquanto vão estar ao lado dos peemedebistas em pelo menos 20 cidades, só vão receber apoio em quatro municípios.