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28/08/2004 | Jornal Amazônia

Aécio e Maia querem união

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), se comprometeram a defender a aliança entre seus partidos na eleição de 2006, quando haverá eleições para os governos estaduais e para a Presidência da República.

Em encontro no Rio de Janeiro, Maia citou como possíveis candidatos à Presidência em 2006 o próprio Aécio, além dos tucanos Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, e José Serra, candidato à Prefeitura de São Paulo.

“Não temos, e eu insisto com isso no PFL, nenhuma pretensão hegemônica. Ao contrário. O PSDB tem grandes quadros. O Aécio Neves é um deles. O Alckmin é outro e há também o Serra”, afirmou o prefeito do Rio.

Para Maia, o fato de os dois partidos não terem se coligado em 2002, quando o PFL não apoiou a candidatura de Serra à Presidência, foi “um desentendimento”.

Aécio Neves também defendeu o acordo entre os dois partidos em 2006. “Essa aliança está se consolidando e estamos encontrando cada vez mais identidade. Eu veria com muita alegria se essa aliança pudesse permanecer para 2006. Seria mais do que um projeto eleitoral, seria um projeto de país”, afirmou o governador.

Maia concordou: “Eu defendi a candidatura do Serra a prefeito há meses. No Rio e em São Paulo, o PFL se somou ao PSDB e acho que a recomposição dessa aliança, da forma como ela aconteceu em 1994 (na eleição de Fernando Henrique Cardoso), é a única garantia para o país de aprofundamento da democracia e de desenvolvimento harmônico”. No Rio de Janeiro, o vice da chapa de Cesar Maia, Otavio Leite, é deputado estadual pelo PSDB.

No encontro, o governador de Minas voltou a defender o debate a respeito da concentração de impostos nas mãos da União.

“Estamos assistindo hoje a uma progressiva concentração de receita nas mãos da União. Segundo dados da Receita Federal, essa concentração da arrecadação é algo em torno de 72%. Se continuarmos nessa progressão, chegaremos ao final do governo Lula inviabilizando muitos Estados e municípios”, disse Aécio.

O tucano afirmou que essa situação não foi criada no governo petista: “Isso é algo que vem desde antes do governo Fernando Henrique, mas que vem crescendo numa velocidade muito grande. Essa dependência administrativa pode levar, no futuro, a uma certa dependência política”.