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06/08/2013 | Portal do PSDB

Aécio Neves destaca importância de instituições de pesquisa no setor agropecuário

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, participou, nesta quarta-feira (06/08), de sabatina na Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), em Brasília. Ao lado do candidato à Vice-Presidência, Aloysio Nunes, Aécio destacou a importância das instituições de pesquisa no setor agropecuário, em especial, da Embrapa. “Pretendo resgatar de forma definitiva a Embrapa como o mais vigoroso instrumento de pesquisa do Brasil. A Embrapa é a nossa joia da coroa. Se na década de 1970 ela fez o que fez no cerrado, vamos agora falar da segunda geração da Embrapa”, disse. O candidato à Presidência anunciou que pretende criar plataformas de pesquisa nos seis biomas brasileiros – cerrado, mata atlântica, caatinga, floresta amazônica, pantanal e pampa – com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e das universidades e institutos de pesquisa, com o objetivo de aprofundar conhecimentos. “Vamos discutir nossos potenciais em cada um desses biomas. O aproveitamento da água, do solo, flora, fauna, clima. Isso está em nossas mãos, e pode se transformar, no futuro, no nosso mais valioso ativo”, ressaltou. Direitos trabalhistas no campo Um dos temas discutidos durante a sabatina foi a segurança jurídica. Aécio defendeu uma maior atenção do governo federal ao cumprimento dos direitos dos trabalhadores rurais, assim como acontece com os trabalhadores urbanos. “Esse entrave gera insegurança e muitas vezes custos adicionais a quem trabalha. Tenho dito que a primeira medida do meu governo será a apresentação de um projeto de simplificação do sistema tributário, focando principalmente nesse emaranhado de impostos indiretos que tornam, além da altíssima carga tributária, a própria estrutura de pagamento desses impostos extremamente onerosa”, afirmou. Sob fortes aplausos, ele reafirmou ainda um compromisso com a desoneração total dos investimentos e das exportações. “Não haverá qualquer tipo de tributação às exportações agropecuárias no governo, até porque é um tiro no pé. No jargão futebolístico que o ex-presidente gostava muito, é jogar contra o patrimônio”, acrescentou. Reforma agrária Aécio definiu ainda a reforma agrária como uma prioridade. Segundo ele, em seu governo, as fazendas invadidas não serão desapropriadas por um prazo de dois anos, em “respeito ao direito de propriedade”. A alternativa a ser buscada será transformar os assentamentos do país em geradores de renda. “Distribuir a terra simplesmente não significa gerar renda. Posso usar até a expressão de um ministro do governo, que dizia que os assentamentos no Brasil viraram favelas rurais. O que temos que fazer é garantir aos pequenos produtores a renda necessária para que vivam bem e com qualidade”, avaliou. E completou: “Apenas nos últimos três governos, do Fernando Henrique, do Lula e da atual presidente, 72 milhões de hectares foram distribuídos para reforma agrária. Dos 72 milhões, apenas 2,5 milhões foram distribuídos no governo da presidente Dilma. E a área plantada de grãos no Brasil ocupa 55 milhões de hectares. É preciso dar uma atenção adequada à ocupação no campo, mas com o viés da renda. Esses cidadãos precisam de dignidade”.