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28/09/2015 | Manchete online

Aécio Neves diz que Dilma não está preparada para governar na crise

Dirigentes municipais, parlamentares, militantes do PSDB e secretariado se reuniram na manhã desta segunda-feira (28), no Centro do Rio de Janeiro, para discutir as estratégias do partido e a pré-candidatura de prefeitos e vereadores de todos os municípios do Estado do Rio. Durante o evento, o Senador e presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves falou com a imprensa sobre o atual governo e sobre a crise do pais. Aécio afirmou que a presidente Dilma Rousseff é incapaz de governar o país e que ela tenta se manter no cargo mesmo que isso custe a saúde ou a infraestrutura dos brasileiros.

“Temos um governo cada vez mais refém da semana seguinte. A presidente Dilma tem como projeto de governo apenas se manter no cargo por mais uma semana. Entrega-se ministérios, cargos públicos e o Brasil continua nessa sua gravíssima crise, acompanhando perplexo essa incapacidade do governo de responder à altura das dificuldades que ele mesmo criou. Entrega-se a saúde dos brasileiros, a infraestrutura, entre outras áreas importantes, para aliados, independentemente de sua qualificação”, disse o senador.

Aécio comentou, ainda, que essa semana irá iniciar um processo de investigação das contas da Presidente da República para averiguar se houve ou não dinheiro de propina em sua campanha eleitoral. Questionado sobre a possibilidade de um impeachment, o político afirmou que não cabe ao PSDB escolher e decidir sobre o assunto e sobre a melhor saída para o país. 

“O impeachment é uma previsão constitucional, que deve ser respeitada como outras que a constituição define. A saída para a crise se dá de acordo com o que se prevê nela. Não cabe ao PSDB escolher a saída, se é o impeachment, se é a cassação pelo Superior Tribunal Eleitoral, através de denúncias, cada vez mais fortes, de dinheiro da corrupção da Petrobras alimentando o caixa de campanha da presidente, o seu afastamento por livre e espontânea vontade ou até a sua eventual continuação no cargo”, concluiu Aécio.

O presidente do partido aqui no Rio, o deputado Otavio Leite, também esteve presente no evento e falou sobre uma possível volta da CPMF. Para ele, a carga tributária no país já está alta demais para se criar mais uma. “A CPMF sendo aprovada isoladamente é um absurdo, não faz o menor sentido. A intenção do governo é tão somente tapar buraco que ele próprio criou. Agora, o que chama mais atenção é a fragilidade do governo na discussão do sistema tributário, ele ficar restrito meramente a um socorro via CPMF. Não há projetos, não há propostas. E nós [partido] seremos contra ela, até por uma questão de princípios, pois não se pode aumentar uma carga tributária que já está completamente acima dos padrões mínimos aceitáveis no pais”, disse Otavio Leite.

O deputado também comentou sobre a importância da participação popular para mudanças das diretrizes do governo. “A cobrança da população é indispensável. Essa é uma tônica nova na sociedade brasileira, de participação mais direta, no dia-a-dia da política das cidades e estados, e isso é um fator que fortalece a democracia”, concluiu.