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04/02/2010 | Jornal Panrotas

Aeroporto e Estado

Nos últimos tempos, infelizmente, ocorreram notícias ruins acerca da infraestrutura aeroportuária brasileira. São denúncias de superfaturamento e irregularidades junto ao Tribunal de Contas da União, entre outros problemas.

Recordo-me quando iniciamos o mandato em 2007 em meio ao caos aéreo que se instalara no Brasil. Apresentei, junto com deputado federal Vanderlei Macris, a proposta de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) do apagão aéreo, que depois de um ano conseguiu mexer nas estruturas da aviação do Brasil. Neste período toda a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) foi destituída, houve troca de comando na Infraero e mudanças no ministério da Defesa (caiu o ministro).

Recentemente fomos realizar uma inspeção in loco nas obras de expansão e revitalização do aeroporto internacional Tom Jobim, o Galeão. Observamos alguns avanços como, por exemplo, a reforma dos banheiros, elevadores e escadas rolantes. Quanto ao terminal 2 verificamos que está em processo de recuperação mas, lamentavelmente, a passos lentos. A perspectiva é que a inauguração ocorra somente em 2011. Por isso, junto com a bancada do Rio de Janeiro, consegui aprovar maiores dotações orçamentárias com o objetivo de garantir a execução das obras, essenciais para o aumento do número de passageiros.

No fundo, essa lentidão na execução das obras nos remete ao debate sobre a eficiência do modelo estatal de gestão aeroportuária. Digo gestão, pois no que tange à segurança e controle do espaço aéreo, nada me convence de que devam sair do comando da Aeronáutica.

O Galeão é apenas um exemplo dos gargalos na infraestrutura que o Brasil terá que enfrentar se quiser receber a contento o enorme fluxo de passageiros que visitarão o país durante a Copa do Mundo e Olimpíadas.

*Publicação quinzenal.