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12/02/2006 | Jornal O Globo

Alckmin afirma que Lula faz governo sofrível

Tucanos recebem o governador em Campos e em Bangu

CAMPOS (RJ) e RIO. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), passou o dia de ontem no Estado do Rio. De manhã foi a Campos, para apoiar a candidatura do tucano Paulo Feijó nas novas eleições para a prefeitura da cidade, e depois compareceu à tarde de autógrafos do ex-governador Marcello Alencar no Cassino Bangu. Nos dois compromissos, foi tratado como candidato à Presidência. No Rio, vestido com a camisa do Bangu, foi recebido aos gritos de “Zona Oeste presente, Alckmin presidente” por cerca de 200 pessoas, a maioria delas levada ao local pela vereadora Lucinha, do PSDB.

Na entrevista após a homenagem ao ex-governador do Rio, que autografou o livro “Um Rio de afeto entre a pedra e o mar”, Alckmin disse que é natural que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja candidato à reeleição pelo PT, mas que para conseguir se eleger Lula precisaria ter feito um bom governo:

— Ele (Lula) não faz outra coisa a não ser campanha, mas se reeleger é outra história. Para isso é preciso ter um grande governo e um grande sonho para o segundo mandato. Acho que temos um governo sofrível.

Alckmin reafirmou não acreditar na realização de prévias no PSDB para a escolha do candidato à Presidência, e disse confirmar na sua escolha como candidato:

— Acho que as coisas estão caminhando com naturalidade para nossa candidatura.

O governador paulista negou que vá se encontrar hoje no Ceará com o presidente do PSDB, Tasso Jereissati. Ele afirmou que vai fazer uma palestra num encontro de governadores sobre responsabilidade social. E descartou qualquer possibilidade de ser candidato a vice.

Alckmin foi tratado pelo presidente regional do PSDB, Luiz Paulo Corrêa da Rocha, pelo vice-prefeito do Rio, Otavio Leite, e por Marcello Alencar como candidato tucano à Presidência. Ao ser convidado pelo vice-prefeito para visitar o Rio durante o carnaval, disse que deve aceitar o convite.

Chuviscos e caminhada nas ruas de Campos

No mais importante reduto eleitoral de outro pré-candidato, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PMDB), Alckmin fez o circuito que todos os candidatos a presidência da Republica fazem quando visitam Campos: tomou café num bar tradicional, apertou mãos, de abraços, beijou e foi beijado, com a justificativa de que pedia voto para o candidato à Prefeitura de Campos, que terá nova eleição depois da impugnação do resultado do pleito de 2004.

— A campanha só começa depois da convenção. No momento estamos conversando com o povo — disse ele.