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21/02/2011 | Portal R7

Almoço do Empresário, na Associação Comercial do RJ

Ministro Pimentel vem ao Rio almoçar com empresários antes de seguir para a China

Homens, muitos homens de terno e gravata fazendo fila diante dos elevadores da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Daí que a presença de Paula Barreto, a produtora de cinema, esperando sua mãe, Lucy, se destacava naquele universo masculino. Era o Almoço do Empresário, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, reunindo o top do empresariado da cidade para homenagear o ministro convidado de honra, Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior...

Um dos primeiros a chegar e o primeiro a sair foi Sérgio Cabral. Foi até lá apenas para abraçar Pimentel e seguiu para um almoço com a direção da Peugeot Citroen. Gentil, o presidente da Associação, José Luiz Alquéres, levou o governador até a porta e retornou ao elevador já escoltando mais um convidado ilustre, o ex-ministro Célio Borja, de terno de linho claro. Aliás, foi o único terno claro visto no restaurante, onde os convidados sentaram-se em mesas redondas, em torno da mesa principal, também redonda, em que Alquéres recebeu o ministro homenageado, ao lado do Luiz Trabucco, presidente do Bradesco, patrocinador da tarde...

Alquéres discursou antes do almoço, lembrando os vínculos que ligam Minas e Rio de Janeiro e citando a frase do ilustre Afonso Arinos: "Minas só não tem mar porque Minas é doce, e o mar tem que ser salgado". O presidente da casa fez uma revelação: "O ministro me disse que logo estará embarcando para a China para preparar a visita da presidente Dilma, que aliás também esteve almoçando nesta casa". E anunciou o próximo Seminário Anual de Exportação, a ser promovido na Associação Comercial, contando para isso com o apoio do ministério de Pimentel...

Fernando Pimentel falou após o almoço e, depois de anunciar que seria "muito breve", também iniciou seu speech com uma citação, desta vez do escritor Pedro Nava: "Todo mineiro tem um caso de amor mal resolvido com o Rio de Janeiro". Gentil, ele mencionou alguns de seus amigos presentes, como Humberto Motta e Jonas Barcelos. Contou de sua infância de filho de um representante comercial que, depois, prosperou, tornando-se dono de rede de lojas. Nas férias, Pimentel e os irmãos iam trabalhar na loja do pai em Belo Horizonte, e aquilo era uma diversão...

Prosseguindo, o ministro atribuiu o atual salto dado pelo Brasil a um processo histórico e ao mérito da contribuição "de todos os brasileiros e brasileiras". Observou a mudança do paradigma da indústria e do comércio exterior, dizendo que " jamais imaginaria que um país chegaria ao patamar em que chegou o Brasil vendendo commodities". E também: "Não imaginaria ver um dia a hegemonia dos Estados Unidos ser diluída pelos asiáticos; e não imaginaria que uma moeda desvalorizada poderia ser mais importante do que uma moeda valorizada e forte". E concluiu afirmando sua convicção de que não existe uma receita pronta: "Temos que criar nossa própria receita para o Brasil". Em seguida, rejubilou-se, pois "temos esse presente maravilhoso, nas costas do Brasil, que é o petróleo do pré-sal". Louvou o Rio de Janeiro, "que estava quase inviabilizado e hoje vemos pujante e forte". E alertou: "Saber usar bem os recursos do pré-sal é desafio de todos os brasileiros"...

Entre os aspectos favoráveis do atual momento brasileiro, o ministro Pimentel citou o Bônus Demográfico, informando: "Vamos ter o maior contingente em força de trabalho produtiva já havido no país, e isso é desde agora, deste momento, até 2050, 2060". Bônus Produtivo, explicou, "é quando as idades produtivas ultrapassam em grandes proporções os mais jovens e mais velhos que não trabalham". E lembrou que "o momento do grande salto dos Estados Unidos foi com o Bônus Produtivo"...

Pimentel, dirigindo-se para a plateia, formada sobretudo por empresários do comércio, falou do empenho do atual governo de trazer o setor de comércio e serviços para perto do mundo produtivo, através de sua modernização. Simpático, simples, na melhor mineira maneira, concluiu sua fala curta dizendo que "nenhum governo é suficientemente bom para abrir mão das contribuições de quem não está no governo, mesmo sendo da oposição". E encerrou reafirmando o empenho do Governo Dilma de promover um crescimento econômico com justiça social e o empenho para que cheguemos ao primeiro mundo sem esquecer os países vizinhos, sempre no rumo da paz e da democracia. Por fim, encerrou com um confiante "e Deus vai nos ajudar!"...

Na foto, José Luiz Alquéres, Humberto Motta, Josa Nascimento Brito e Otavio Leite.

Crédito da foto: Sebastião Marinho