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19/07/2008 | Jornal O Dia

Aniversário sem festa

Estamos completando um ano do maior acidente da história da aviação brasileira (um avião da TAM explodiu em Congonhas matando 199 pessoas) e, mesmo tendo ultrapassado o pior da crise aérea, o fato é que há muito o que fazer. Seja no nível da infra-estrutura, da segurança de vôo e, inclusive, da necessidade de expansão da aviação civil no Brasil.

A CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados, criada no ano passado, foi fundo nas suas tarefas investigativas, o que chegou até a provocar a substituição do ministro da Defesa e de toda a direção da Agência Nacional da Aviação (Anac). Todavia, na prática, os resultados estão aquém do desejado.

Do R$ 1,1 bilhão previsto no ano passado para ampliação e reformas de aeroportos, apenas 35% foram usados. O Aeroporto Tom Jobim, principal entrada de turistas estrangeiros, continua degradado. A Bancada do Rio aprovou verba no Orçamento da União de 2008 para a reforma do Galeão, mas apenas remendos são executados.

Os controladores de vôos continuam ganhando pouco e, em grande parte, sem domínio da linguagem técnica em inglês (padrão universal de comunicação entre torre e aeronave). A falta de domínio do idioma ficou evidente em teste realizado no ano passado. Apenas 9% alcançaram o índice de proficiência recomendado pela Organização Internacional de Aviação Civil (Oaci), o que significa saber manter uma conversação básica, além de ter domínio da fraseologia do controle aéreo.

Para haver céu de brigadeiro no setor — mais turistas e giro econômico —, basta existir vontade política do governo federal para enfrentar a equação aeroportuária, ou seja, ampliar a infra-estrutura dos aeroportos. E mais: aumentar a frota de aeronaves, em especial, as produzidas pela Embraer.

Deputado federal e coautor do pedido da CPI do Apagão Aéreo