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20/04/2012 | Portal UOL

Após 12 anos sem chapa própria, PSDB lança pré-candidatura de Otavio Leite no Rio de Janeiro

Por Fabíola Ortiz

O deputado federal Otavio Leite (PSDB) lançou, na noite desta sexta-feira (20), sua pré-candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro, criticando a atual gestão do prefeito Eduardo Paes (PMDB), prometendo mais verbas para a saúde e sem definir um vice para completar sua chapa.

Otavio Leite é a aposta do partido para a prefeitura do Rio que há 12 anos não lança candidatura própria na cidade. Militantes do partido, representantes tucanos nacionais e locais compareceram ao lançamento, realizado em um hotel localizado na Praça Tiradentes, região central da capital fluminense.

Entre as lideranças do PSDB que foram ao lançamento estavam o senador mineiro Aécio Neves e o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra. Ambos chegaram com uma hora e meia de atraso ao evento, inicialmente marcado para começar às 18h da sexta-feira (20).

“Há uma diferença preliminar entre nós e quem está administrando a cidade, a visão de uma trilogia: asfalto, tijolo e cimento. Vamos pensar nas pessoas em primeiro lugar, no cidadão”, declarou Leite em discurso. “Talvez tenhamos falhado vezes anteriores, ficamos a reboque de outras alianças. O que importa é daqui para frente, vários deputados federais serão candidatos em várias cidades Brasil afora. Vamos entrar com uma cara social-democrata nessa campanha para furar bloqueios”, anunciou.

Possível aliança com PV

O pré-candidato tucano admitiu que cargo de vice-prefeito ainda está em aberto, mas já se estuda a possibilidade de uma aliança com o PV (Partido Verde). “Estamos nesse momento prosseguindo um diálogo com PV em todos os âmbitos, nacional e municipal. Ainda não há nada decidido. Oficialmente, de nossa parte, a presença do PV numa aliança conosco é muito bem vinda”, afirmou à imprensa.

Numa clara alusão à polarização que existe entre PT e PSDB, Leite afirmou que o embate irá “respingar” no Rio de Janeiro. “A polarização PT-PSDB que é muito própria de São Paulo vai respingar no Rio. O atual prefeito é ligado ao PT, vangloria-se que há uma aliança entre União, estado e prefeitura. Essa aliança, por mais intimidade e parceria que expresse, não tem resolvido problemas básicos do Rio de Janeiro”, criticou.

Cruzada contra o crack

O deputado federal afirmou que enfocará na melhoria do atendimento na rede pública de saúde com incentivos aos deficientes físicos e ampliando centros de tratamento a dependentes de crack. “O acesso à saúde pública no município do Rio é o pior entre as capitais. Estamos levantando o volume de recursos repassados ao município e as informações preliminares dão conta que não houve nenhum tipo de ampliação significativa", disse Leite. "Vamos começar com as pessoas com deficiência. Quem está hoje governando a cidade nada fez em relação aos deficientes. Este é um fator de inclusão social e humanização da sociedade”.

Otavio Leite afirmou que, em sua gestão, fará uma “cruzada” para combater o crack. “Há uma epidemia de crack no país. Temos que fazer uma cruzada em relação ao combate ao crack. Há na prefeitura hoje 113 postos de atendimento, é muito pouco. Não enxergaram esse problema antes, isso tem conexão com violência e com desestruturação dos laços da família”, ressaltou.

Leite também fez uma crítica às obras de revitalização da região portuária no Rio, o Porto Maravilha. “No nosso governo, a Perimetral não será derrubada. Nada contra o Porto Maravilha, mas tudo a favor do elevado da Perimetral", explicou o político tucano." Lá passam 100 mil veículos por dia, é uma obra que vai derrubar e construir um túnel e custará R$1.5 bilhão reais e poderia ser destinado a outros setores de forma mais inteligente”.

Aécio qualifica governo do PT como "presidencialismo monárquico"

Uma das principais lideranças nacionais do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves aproveitou o lançamento da pré-candidatura de seu partido do Rio para fazer um discurso recheado de críticas ao governo de Dilma Rousseff. Aécio qualificou o governo petista como um “presidencialismo monárquico”, por se contentar em ter "um projeto de poder e abdicar de um projeto de país”.

“O que está acontecendo no Brasil hoje é a absoluta falta de iniciativa e incapacidade de propor o novo", afirmou o político mineiro. "O PT se acomodou com o poder, os conceitos de ontem não tem validade hoje. Tudo o que acontece no Rio, o Brasil presta atenção".