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20/02/2017 | Portal do PSDB na Câmara

'PT “associou incompetência com corrupção” e deixou prejuízo bilionário ao Brasil'

PT “associou incompetência com corrupção” e deixou prejuízo bilionário ao Brasil, diz Otavio Leite

Pelo menos oito grandes obras de infraestrutura no país estão hoje encalhadas, seja por causa de desvio de dinheiro ou aumento de custos provocado pela inflação. Coincidência ou não, esses projetos – que vão desde a construção de complexos petroquímicos até a transposição do rio São Francisco – estão sob responsabilidade de empresas investigadas pela Operação Lava Jato. Antes, essas obras somavam custos de R$ 66 bilhões, mas hoje alcançam o valor de R$ 173 bilhões – quase R$ 107 bilhões a mais que o planejado. Reportagem do jornal O Globo desta segunda-feira (20) mostra que além de mais caras, essas obras sofrerão atrasos de até dez anos, e serão muito menos atrativas do que o anunciado. O deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ) não tem dúvidas de que há uma forte associação entre o fracasso dos projetos e os inúmeros desvios de recursos revelados pela força tarefa da Lava Jato nos últimos anos.

“Esse quadro nada mais é do que a herança maldita do PT, que associou incompetência com corrupção, produzindo um prejuízo brutal para o Brasil. Exemplos não faltam. No Rio de Janeiro, mais de R$ 40 bilhões investiu-se em uma plana de refino no Comperj. Até o momento, ela não começou a funcionar, porque só alcançou 86%. Eis o drama”, disse.

Além do Comperj, que estava nas mãos de 19 empresas e consórcios, e obras no campo de ação da Petrobras, os projetos de combate à seca também estão pela metade. O Canal do Sertão Alagoano, de responsabilidade da OAS, Queiroz Galvão e Odebrecht, tinha como valor inicial R$ 1,5 bilhão, mas o valor atualizado quase que dobrou, e a entrega da obra, prevista inicialmente para 2014, foi adiada parcialmente para 2019. Para garantir a sobrevivência dos projetos, Otavio Leite defende que parcerias público-privadas resgatem e concluam as construções.

“Essas iniciativas não podem ficar paradas. O caminho, sem dúvida, será a instituição de parceria público-privadas, que permitam fazer com que essas obras se concluam e que as finalidades de cada uma delas sejam alcançadas”, disse.

Uma das obras que mais surpreende pelo salto no orçamento e atraso é a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, administrada por consórcio liderado pela Camargo Corrêa. As despesas passaram de R$ 7 bilhões para R$ 61 bilhões, um aumento de mais de 700%. Já o prazo de entrega, previsto para 2011, passou para 2021.