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27/08/2009 | Diário Tucano

Audiência dia 16

Parlamentares do PSDB cobrarão esclarecimentos do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, sobre as denúncias contra a estatal no depoimento marcado para 16 de setembro na Comissão de Fiscalização e Controle (CFFC) da Câmara. No entendimento do partido, ele é o responsável por todo e qualquer desmando que atinge a estatal. De acordo com o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), os tucanos receberão subsídios para obter os melhores resultados com o depoimento e satisfazer a opinião pública, que exige respostas para as denúncias envolvendo a Petrobras.

Aparelhamento - Segundo o 1º vice-líder tucano na Casa, Duarte Nogueira (SP), integrante da CFFC, serão abordados assuntos que vão além das irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União na obra de terraplanagem do Complexo Petroquímico Comperj da Petrobras, em Itaboraí (RJ). O superfaturamento de 1.490%, verificado em auditoria do TCU, deu origem ao requerimento que motivou o convite para Gabrielli depor na Câmara. Além dele, também devem comparecer o presidente do TCU, Ubiratan Aguiar, e representantes da Controladoria Geral da União (CGU) e representantes do CTC, o consórcio que realiza as obras de terraplanagem do Comperj.

Os deputados Otavio Leite (RJ) e Edson Aparecido (SP) pediram cópias de todos os relatórios do TCU sobre esse empreendimento. Já Vanderlei Macris (SP) afirmou que Gabrielli terá de explicar as suspeitas de corrupção que atingem a Petrobras. "Vamos focar nas denúncias e no aparelhamento da Petrobras pelo PT e seus aliados. É importante que atuemos para manter a estatal livre de ingerências políticas, como a que está ocorrendo na Receita Federal", disse o tucano.

A polêmica manobra contábil da Petrobras, que permitiu à estatal compensações fiscais de aproximadamente R$ 4 bilhões, também pode ser levantada pelos tucanos. "Essa é uma tunga feita contra o povo brasileiro sobre a qual vamos questionar o presidente da empresa", disse Aníbal. O artifício, descoberto na gestão da ex-secretária da Receita Lina Vieira, pode ter colaborado para a exoneração dela em julho