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03/10/2006 | Jornal O Globo

Bancada federal do Rio tem renovação de 55%

A bancada do Rio na Câmara dos Deputados terá uma renovação de 55% na próxima legislatura. Dos 46 parlamentares eleitos, a maioria (25) fará sua estréia na Casa. O PMDB continua sendo o partido com o maior número de representantes do Rio em Brasília. A legenda conseguiu aumentar de nove para dez o número de deputados federais. O índice de renovação da bancada peemedebista, porém, é inferior ao de outros partidos. Dos dez parlamentares, apenas três (30%) são estreantes: Geraldo Pudim, ex-vereador e ex-vice-prefeito de Campos; Marcelo Itagiba, ex-secretário de Segurança; e Solange Almeida, ex-prefeita de Rio Bonito. Entre os que já têm mandato, dois estão sob investigação: Édson Ezequiel, acusado de corrupção, e Nelson Bornier, alvo de três inquéritos. Este último terá na Casa a companhia do filho Felipe Bornier, eleito pelo PHS.

Depois do PMDB, são o PT e o PFL que detêm as maiores fatias na bancada federal do Rio. Os dois partidos conseguiram ampliar suas bancadas na Câmara. O PT, que tinha quatro parlamentares, agora terá seis. E o PFL, que contabilizava quatro, ganhou mais um.

Dos seis eleitos pelo PT, três são estreantes: o vereador Édson Santos, a deputada estadual Cida Diogo e o ex-secretário de Saúde de Niterói Chico D’Ângelo. No PFL, dos cinco eleitos, apenas dois já exercem mandato na Câmara (Rodrigo Maia e Arolde de Oliveira). Os outros três vão para o primeiro mandato na Casa: a ex-secretária municipal de Habitação Solange Amaral, o vereador Índio da Costa e o ex-secretário de Obras de Nova Iguaçu Rogério Lisboa.

Tucanos perdem uma vaga

No sobe-e-desce das bancadas, PSDB, PSB, PL, PTB e PP terão um número menor de deputados na próxima legislatura. Os tucanos, que tinham quatro, agora serão representados por três: Andréia Zito, filha do ex-prefeito de Caxias José Camilo Zito; o vice-prefeito do Rio Otavio Leite e o ex-prefeito de Macaé Silvio Lopes.

O PSB, que tinha três deputados federais, ficará com apenas um: Alexandre Cardoso, reeleito. Josias Quintal, ex-secretário de Segurança, não se reelegeu.

Fato semelhante aconteceu com o PL, que hoje tem três deputados, mas só conseguiu eleger um: o vereador Adilson Soares, da bancada evangélica. Os deputados Reinaldo Betão e Reinaldo Gripp, acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas, foram reprovados nas urnas, assim como os outros parlamentares acusados no escândalo.

Ironicamente, as urnas também fecharam as portas para quem estava investigando os escândalos. O ex-procurador de Justiça do Rio e deputado federal Antonio Carlos Biscaia (PT), que preside a CPI dos Sanguessugas, foi o sétimo mais votado do PT, mas não se reelegeu.

No PPS, que conseguiu eleger três deputados federais, Paulo Pinheiro, da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Rio, é outro que ficou fora.

O PP perdeu espaço: a legenda, que hoje tem quatro deputados, conseguiu fazer apenas dois: Jair Bolsonaro e Simão Sessim. Júlio Lopes, um dos destaques do partido, não foi reeleito. Outro que encolheu foi o PTB, que passou de três para dois parlamentares, reelegendo Sandro Matos e o pastor Manoel Ferreira, presidente das Assembléias de Deus de Madureira.

Já o PPS, que tinha apenas um, passará a ter três: Marina Maggessi, Neilton Mulim e Leandro Sampaio, este último acusado de desvio de recursos.