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24/08/2017 | Jornal Lance! Net

Bate-bola com Otavio Leite

Que prejuízo traria uma mexida no Profut?

O Profut contribuiu e muito para um novo momento na práxis administrativa dos clubes. Abrandar, subverter essa conquista é impor graves prejuízos para a melhoria da governança do futebol brasileiro. Na base da discussão, sempre foi lembrado: ninguém pode dar um passo maior que a perna. Se um clube deve, contratou além do que podia ou a gestão foi incompetente. Quero deixar claro que sou a favor que se encontre uma solução para pequenos clubes. Nesse momento, quem tem recursos não é a viúva. É a CBF. Acho que os clubes que estão em dificuldade, deveriam pedir apoio à CBF porque ela tem condição de ajudar a equacionar as dívidas.

Seria uma carta de alforria aos clubes tirar a exigência de CND?

Os clubes não são escravizados. As regras foram estabelecidas previamente. Todos concordaram. E a equação que foi proposta, gostaria de deixar claro, foi fixada em condições jamais oferecidas para devedores nos diversos Refis implantados no país. Logo, foram condições profundamente satisfatórias. Penso que houve falha das entidades de administração em criar os meios para que todos os clubes pudessem se ajustar a essas medidas. Não podemos voltar atrás. O aperfeiçoamento é infinito. É preciso continuar na estrada. Sem retroceder.

Crê que o projeto de lei possa ser votado na Câmara antes do início dos Estaduais?

Existe um projeto, como também existe uma reivindicação junto ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para que o governo federal edite uma Medida Provisória para alterar a lei do Profut, isso é realidade. O projeto de lei tem uma estrada longuíssima pela frente, na Câmara e no Senado. A medida jurídica que permitiria uma consequência mais imediata seria uma medida provisória, mas não vejo ambiente nesse instante.