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14/01/2004 | Jornal da Cidade - Aracajú

Bispo volta a Japaratuba

Depois de quase 15 anos, Artur Bispo do Rosário volta a Sergipe. Amanhã, ao meio-dia, a urna funerária contendo seus restos mortais chega a Aracaju, juntamente com quatro obras do artista, acontecimento que dá o pontapé inicial para a 3ª edição do Festival de Artes da cidade de Japaratupa.

Uma grande festa está programada para ocorrer logo no aeroporto, quando grupos folclóricos japaratubenses vão se apresentar em homenagem ao artista. Até segunda-feira, dia em se inicia o festival, a urna funerária ficará guardada no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe; então, às 16h, ela será transportada para sua cidade natal e seus restos mortais depositados no obelisco erguido na entrada da cidade.

Para Genilson Rocha, secretário de Cultura de Japaratuba, a expectativa do Festival de Artes Artur Bispo do Rosário deste ano, é a melhor possível. ´ Em virtude da vinda dos restos mortais deste filho ilustre para a cidade, estamos esperando uma média de cinco a seis mil pessoas por noite durante os quatro dias de evento.

Além da apresentação de vários grupos foi e shows musicais, haverá uma exposição com obras do artista sob a curadoria de Regina Garcia até o dia 11 de janeiro´, falou.

Segundo Rocha, desde 1997, um grupo de pessoas vem tentando trazer os restos mortais do Bispo do Rosário para Japaratuba, mas só agora isso foi possível. ´O processo da vinda dos restos mortais de Bispo para sua cidade natal é um projeto antigo do prefeito Geráld Olivier, que contou com ajuda do deputado sergipano, Otavio Leite (PSDB-RJ), entre outros. Por isso, esse festival será um marco hisrtórico para a cultura sergipana.

A volta dele a Japaratupa é um resgate da história do município, e as pessoas precisam saber o quão importante ele foi para a arte comtemporânea, não só pelo seu trabalho, mas por ser negro e pobre.

Ao contrário dos anos anteriores, em que a prefeitura bancou sozinha os custos do evento, a terceira edição do festival conta com p patrocínio oficial da Petrobrás. Ao todo, foram R$ 220 mil que a empresa investiu na programação artística e renovação das indumentárias e instrumentos musicais de 25 grupos folclóricos.

Havia grupos que dançavam com as mesmas roupas há vários anos, como é o caso do Cacumbi. ´Fazia sete anos que brincávamos com a mesma roupa, agora vamos brincar com muito mais gosto, pois temos roupas e instrumentos novos´, disse Otoniel Batinga, mestre do Cacumbi.

Como as roupas foram confeccionadas por uma cooperativa de costureiras do próprio município, a iniciativa gerou cerca de 50 empregos diretos, conforme informou o secretário da cultura.