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13/09/2012 | Jornal O Globo on line

Blog Amanhã no Globo entrevista Dr. Geraldo Nogueira

Por Rafael Nascimento

Advogado e doutor em Ciências Jurídicas e Sociais, Geraldo Nogueira, de 53 anos, pleiteia a vaga de vice-prefeito na chapa de Otavio Leite. Portador de deficiência, o candidato está há mais de vinte na militância em prol dos direitos de pessoas com deficiência. Além disso, Geraldo é Conselheiro da OAB-RJ e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência/OAB-RJ.

De acordo com o último Ideb, o Rio ficou atrás de Florianópolis, Campo Grande e Palmas, mesmo tendo um PIB superior. Se a comparação for entre as cidades do estado, a capital fica em na 11ª posição. Como reverter este quadro?

Queremos atuar diretamente na fase da alfabetização. A intenção é colocar dois professores nas turmas desse segmento escolar, já que é grande o número de alunos nas salas de aula. Para viabilizar esse projeto, será necessária a contratação de 2 mil professores. Outra proposta é tentar chegar a 100% de lotação nas cheches. Hoje, esse indíce é de cerca de 29%.

Segundo os dados mais recentes do IBGE, 389 mil jovens cariocas, entre 18 e 24 anos, estão desempregados. Isso corresponde a 48% do total de jovens do Rio da população economicamente ativa. Quais são suas propostas para facilitar a entrada do jovem no mercado de trabalho?

Essa é uma de nossas preocupações, principalmente nas zonas oeste e norte. A ideia é criar um centro de qualificação profissional, que possa, principalmente, atender aos jovens dessas regiões. Além disso, é nossa intenção investir em centros culturais para captar talentos da área artística e literária, por exemplo. Também é importante facilitar o processo burocrático para possibilitar que o jovem empreenda.

Em um ano, a Prefeitura acolheu 3.579 usuários de crack. Destes, 544 são crianças e adolescentes. Quais suas propostas para combater o uso da droga, principalmente entre os mais jovens? Você é a favor da internação compulsória de menores de idade viciados em crack?

O combate às drogas será feito por um conjunto de ações. O tratamento da questão começa na educação. Para resolver o problema dos que já são dependentes, não tem mágica, o que dá certo são ações através da sociedade civil e, também, das igrejas, que se envolvem nesse processo. A prefeitura precisa usar os aparelhos que já existem. Incentivar a criação de ONGs que possuem essa finalidade e usar as que já existem, como se fosse uma rede de atuação. Também é importante criar leitos de responsabilidade da prefeitura. Só sou a favor da internação compulsória de menores se o tratamento for sério. A criança ou adolescente precisa de estrutura até que ele possa responder por si mesmo.Mas trabalhar o preventivo é o mais importante, só assm é possível acabar com o foco do problema.

Como se daria, em seu governo, a prevenção da gravidez na adolescência (ou indesejada)?

É preciso haver esse combate, essa questão no Rio é prioritária.A ideia é criar programas de prevenção junto à rede municipal de educação, para orientar os jovens nesse sentido.

Você tem alguma política a respeito da segurança nos bailes funk em favelas?

A gente tem que apoiar todas as manifestações culturais. O funk é marginalizado, mas tem que ser estimulado. O estado de exceção é que é o problema. O que pode ser feito é a presença da autoridade para no entorno e, assim, contribuir com a garantia da ordem.