Seu browser não suporta JavaScript!

08/06/2011 | Agência Câmara

Bombeiros do RJ recebem solidariedade de parlamentares

Por Marcello Larcher

Os bombeiros presos no Rio de Janeiro no último final de semana receberam em Plenário a solidariedade de diversos parlamentares. O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) classificou como dramática a situação, e ressaltou que os bombeiros do Rio recebem o pior salário da categoria no Brasil. “Há uma crise, há um impasse. Toda esta eclosão e explosão são derivadas da ausência de vontade política de se respeitar um movimento legítimo, que existe em qualquer setor da sociedade”, disse.

O deputado Vicentinho (PT-SP) disse que entende que a disciplina interna da corporação tenha de ser preservada, mas apelou ao governo do Rio para que reveja sua posição. “Como ainda há tempo, esperamos do governador, nosso amigo Sérgio [Cabral], sente-se à mesa, que coloque alguém capaz de negociar, de olhar a dor desses bombeiros que estão apelando pela dignidade deles e de seus familiares”, disse.

O líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG), disse que requerimentos já foram aprovados para que uma comissão da Câmara vá ao Rio e avalie as condições em que estão os bombeiros presos. “Sabemos que isso já está com juízes e o ministério público, mas precisamos negociar uma anistia para esses homens de bem”, disse.

O deputado Garotinho (PR-RJ) se defendeu, porque teria sido acusado de insuflar o movimento dos bombeiros contra o governo do Rio. Ele explicou que os servidores estão hoje subordinados à secretaria de Saúde, e não de Segurança Pública, uma situação única no Brasil, e que leva a esses problemas. “Eu não estou insuflando os bombeiros, mas estou ao lado deles”, concluiu.

O deputado Delegado Waldir (PSDB-GO) defendeu duas medidas que teriam impedido a situação dos bombeiros no Rio, a desmilitarização das forças de segurança pública, e a aprovação de um piso salarial unificado em todo o País, proposto na PEC 300/08. “Faço um apelo ao governador, para não colocar na cadeia alguém que lutou por melhores condições de trabalho”, disse.