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12/07/2016 | Panrotas on line

Brasil e Argentina se unem para atrair chineses

Por Felipe Constancio

O Brasil e a Argentina estão para formalizar esforços conjuntos feitos desde o começo do ano para atrair turistas de países distantes, em especial os chineses, em um documento que irá diretamente às mãos dos chefes do Executivo dos dois países - Michel Temer e Mauricio Macri - até setembro para que estes, por sua vez, debatam com autoridades e trade turístico do País asiático.

A programação da ação conjunta foi definida pelo presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Vinícius Lummertz, e o ministro do Turismo da Argentina, Gustavo Santos.

Nesta segunda-feira (11), o deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ), da comissão de Turismo da Câmara dos Deputados do Brasil, esteve em reunião na capital argentina para promover uma agenda positiva ao setor e oferecer interlocução com os colegas deputados platinos, segundo a assessoria da Embratur.

Lummertz comemorou o avanço das negociações: “São mais de 100 milhões de chineses viajando pelo mundo anualmente. Apenas 70 mil vão ao Brasil e 35 mil para a Argentina. Estamos longe, a logística é complicada. Por que não unir forças? Hoje foi dado um passo fundamental nesse sentido. Vamos usar a data da reunião do G-20, em Pequim, como um marco para a história da promoção turística para os dois países”.

Atualmente, a Argentina é o país que mais leva turistas ao Brasil. Em 2015, dos 6,3 milhões de turistas que visitaram o Brasil, dois milhões eram argentinos - o que representa um incremento de 17% em relação ao ano anterior. Atualmente, 267 voos semanais ligam os dois países.

Da Embratur

De olho na visibilidade dos Jogos Olímpicos, o ministro argentino arriscou um palpite de que a exposição brasileira ao mundo pode se estender a toda a América do Sul, possibilitando dobrar o número de turistas no curto prazo.

O ministro argentino destacou que além de ações específicas de promoção, como participação em estandes compartilhados em feiras e montagem de escritório conjunto na China, é preciso implementar outras estratégias de parceria, possivelmente em vistos.

“A questão dos vistos é um exemplo. Se tivermos a compreensão das áreas diplomáticas dos dois países de que com menos barreiras de imigração teremos melhores negócios, com certeza atrairemos mais turistas, em especial os que vêm de tão longe. É evidente que um turista chinês que voa 24 horas até chegar aqui, desanima ao constatar que para visitar as Cataratas do Iguaçu vai precisar de um visto argentino e um brasileiro para fazer o passeio completo. A burocracia ainda prevalece, apesar da beleza do destino turístico”.