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26/06/2008 | Jornal do Brasil

Cabral critica Infraero e quer assumir o Tom Jobim

O governador Sérgio Cabral pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a administração do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, passe a ser do governo estadual. Segundo Cabral, que ontem criticou a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), atual responsável pelo terminal, o presidente vai analisar a proposta.

– Não dá mais para continuar com esse lenga-lenga da Infraero. O Tom Jobim tem uma administração de quinta. Não é só no setor de passageiros, onde tudo tem de ser feito, mas também no terminal de cargas, que, embora excepcional, está subaproveitado. Com a Infraero, não sai nada – avaliou o governador, que também quer assumir o Porto do Rio.

Cabral disse que, em recente viagem à Alemanha, ouviu de representantes da empresa Fraport o interesse numa parceria com o Estado para gerir o principal aeroporto fluminense.

– A Fraport administra algumas dezenas de aeroportos no mundo, não apenas o de Frankfurt, um dos mais importantes do planeta. Por exemplo, é dela, desde o ano passado, a administração do aeroporto de Lima. É um caminho que o Brasil deveria ter a ousadia de tomar – comentou Cabral, que vai comunicar à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff o desejo dos alemães de se tornarem parceiros.

Infraero presta contas

O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, estará em audiência pública com membros da bancada federal do Rio amanhã, no Tom Jobim, para falar sobre as obras em curso no aeroporto.

A assessora de imprensa da Infraero, Débora Mello, disse ontem que a empresa sabe das necessidades de recuperação e modernização e está fazendo todos os esforços para revitalizar o terminal.

Um dos articuladores do encontro de amanhã, o deputado federal Otavio Leite (PSDB) diz que falta clareza por parte do governo federal na condução das reformas no aeroporto.

– Até agora, ninguém do governo disse qual é o projeto, se vai ser privatizado, terá capital aberto ou continuará estatal. O fato é que nossa porta de entrada continua degradada e ultrapassada. Até o momento, nenhuma obra foi licitada – analisou Leite.

De acordo com o deputado, os R$ 40 milhões aprovados pela bancada fluminense no orçamento de 2008 para obras no aeroporto – orçadas em R$ 100 milhões e previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – não foram usados.

– Já se fala até em empresas interessadas na privatização, mas antes disso é preciso discutir um projeto para o aeroporto.

O secretário municipal de Turismo, Rubem Medina, disse que a iniciativa de Cabral é bem-vinda.

– O caminho é esse, o Rio precisa de um aeroporto muito superior, pois responde por 35% do turismo brasileiro. Se a Infraero não tem recursos para as obras no terminal 1 e a conclusão das do 2, alguma coisa tem que ser feita – destacou Medina, que está em Madri, na Espanha.