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03/12/2004 | Jornal O Dia

Cada um por si

O lançamento da candidatura do prefeito Cesar Maia à Presidência da Répública tornou o casamento do PFL com o PSDB praticamente uma relação de fachada. Nos bastidores, as duas legendas já travam um duelo para ver quem chega em meados do ano que vem com o nome mais forte para encabeçar a chapa da aliança.

Até o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, arredio a conversas sobre o tema, se propôs pela primeira vez a abordá-lo. Foi num café-da-manhã, quarta-feira, no Hotel Blue Tree, de Brasília, com parlamentares.

Alckmin, um dos presidenciáveis do PSDB, disse que foi correto o PFL lançar Cesar para se recompor da derrota eleitoral de outubro. Os tucanos, com bom resultado no pleito, deveriam esperar até maio para falar em nomes. E aconselhou a costura de alianças com PPS e PDT.

Já o ex-presidente Fernando Henrique acha que seu partido deve se apressar em mostrar seu candidato, antes que Cesar ganhe mais terreno.

O curioso é que, se Cesar e Alckmin se desincompatibilizarem para concorrer, os partidos se revezam no poder. A cidade do Rio fica com o tucano Otavio Leite, vice de Cesar. O governo paulista, com o pefelista Cláudio Lembo, vice de Alckmin.