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18/12/2008 | Agência Tucana

Câmara homenageia deputado Júlio Redecker

Brasília (17 de dezembro) - O deputado Júlio Redecker(RS) foi homenageado nesta quarta-feira pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR). O plenário da comissão recebeu o nome do tucano gaúcho que faleceu em 17 julho de 2007, vítima do acidente com a aeronave da TAM em Congonhas, maior tragédia aérea da América Latina. Mariana Redecker, filha de Júlio, inúmeros tucanos e representantes de outros partidos estiveram presentes à cerimônia que relembrou os grandes feitos do parlamentar que estava no seu quarto mandato.

HOMENAGENS

Ao abrir a sessão que oficialmente deu o nome do deputado ao plenário 6 da Câmara, o líder da comissão, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) ressaltou a importância de Redecker para o parlamento brasileiro e sua atenção especial com a comissão de agricultura, da qual foi membro. Lorenzoni parabenizou Bruno Rodrigues (PE) autor da proposta e explicou a ausência do tucano que cumpre missão na China.

O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), relembrou momentos do convívio com o colega, que segundo ele a todo tempo demonstrava sua alegria e espírito de liderança. "O Júlio foi um parlamentar de muito prestígio, sua morte foi uma grande perda para o Brasil e essa homenagem é merecida e demonstra a admiração dos parlamentares para com ele", ponderou. Aníbal afirmou ainda que suas últimas recordações em relação a Redecker remetem para seu afinco em conseguir instituir a CPI do Apagão Aéreo e sua incansável luta para impedir as manobras petistas que tentavam barrar as investigações.

Os deputados Rodrigo de Castro (MG) e Leonardo Vilela (GO), ex-presidente da CAPADR, também fizeram referência à atuação de Redecker na comissão e suas qualidades pessoais. Para Otavio Leite (RJ), a garra e o empenho do parlamentar em relação as bandeiras que levantava o tornaram uma referencia para qualquer pessoa que queira exercer vida pública. "Tornar o nome dele um emblema dessa comissão o torna uma referencia ainda mais visível", afirmou.

Paulo Abi-Ackel (MG) militou ao lado de Redecker nos anos 80 na luta pela convocação das eleições diretas, tornando-se amigo do deputado desde então. Abi-Ackel considera a presença do amigo ainda viva na Câmara pois além do exemplo de integridade, inúmeros projetos de sua autoria ainda tramitam na casa. Antonio Carlos Pannunzio (SP), líder do PSDB na Câmara à época, e Zenaldo Coutinho (PA), que substituiu Redecker na liderança da minoria, também participaram da cerimônia e demonstraram a tristeza pela perda irreparável do colega, mas a alegria em poder homenageá-lo. "Estamos tristes por sua ausência, mas felizes por sua 'presença' nessa homenagem", emocionou-se Coutinho.

Uma placa com a foto de Júlio Redecker foi descerrada por sua filha ao fim da solenidade.

TRAJETÓRIA

Júlio Redecker entrou para a vida pública em 1982, aos 26 anos. Sua primeira legislatura veio 12 anos depois, em 1994 quando assumiu sua primeira cadeira no Congresso Nacional. Na eleição seguinte foi o quinto deputado mas votado no Rio Grande Sul. Apesar de não ser do PSDB naquela época , o deputado acreditava na social-democracia e durante os oito anos do governo Fernando Henrique apoiou o presidente e o partido.

Em 2002, com quase 190 mil votos, foi o segundo deputado mais votado e no ano seguinte filiou-se ao PSDB, dando continuidade a sua trajetória de garra e perseverança na luta por um país melhor. Ainda em 2003 assumiu a presidência da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul. Foi vice-líder do partido neste mesmo ano e em 2006, quando foi eleito para seu quarto mandato.

A atuação de Redecker nas CPIs do Mensalão e das Sanguessugas foi de grande destaque e o levou a ser indicado para a liderança da minoria na Câmara em 2007. Sua última grande atuação, foi para conseguir instalar a CPI do Apagão Aéreo, que depois de meses, foi finalmente instituída por determinação do Superior Tribunal Federal. A morte de Redecker, como citou seus colegas de partido e parlamento, foi uma grande perda para o cenário político do país. O deputado deixou mulher e três filhos.