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23/05/2018 | Jornal Lance!

Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro está dividida sobre o Everest

Com Jonas Moura e Marcello Neves

A definição sobre o futuro do clube Everest, do bairro de Inhaúma, no Rio de Janeiro, terá mais um dia de espera. Como não houve sessão na Câmara dos Vereadores na terça-feira, a pauta, adiada por duas sessões, ficou para a quinta-feira. E os políticos ainda travam um debate acalorado.

A base do prefeito Marcelo Crivella (PRB) apoia o destombamento do tradicional campo de futebol para a construção de unidades do Minha Casa Minha Vida e tenta convencer outros partidos de que o clube é que deve mudar de local.

Publicamente, quase ninguém se posiciona contra o Everest, que ocupa o terreno há mais de 65 anos, sem comprovar ser o dono, mas internamente a pressão do governo é grande.

Alguns nomes do MDB se mostram contrários à ideia do prefeito, mas aguardam a apresentação de um laudo que detalhe os custos elevados da obra de dragagem do Rio Timbó, que alaga com frequência, para definir se votarão contra o empreendimento. Jairinho, líder do governo na Câmara, é a favor do destombamento. O DEM ficou de se reunir hoje e nenhum vereador ouvido pela coluna cravou voto.

No PSDB, que tem no vereador Felipe Michel um dos nomes mais mobilizados na causa, ainda não havia uma posição unânime até o fechamento da coluna. A lei que protege o Everest é de autoria do deputado federal Otavio Leite, do partido.

O PSOL é favorável à manutenção do campo e aguarda uma explicação da prefeitura sobre a razão pela qual o projeto precisa ser construído justamente onde está localizado o clube, e não em um local alternativo.