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06/07/2012 | Jornal O Dia

Campanha dos candidatos à Prefeitura começa nesta sexta-feira e vai custar R$ 48 milhões

Por Marcos Galvão

Rio - Uma cifra de R$ 48 milhões é a soma de gastos dos cinco principais candidatos à Prefeitura do Rio, que começam oficialmente nesta sexta-feira a disputa eleitoral.

Na declaração de gastos entregue nesta quinta-feira ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), quem pretende ter a despesa mais alta é o prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição.

Com estimativa de R$ 25 milhões, seus gastos superam a soma de todos os seus principais adversários. A soma de despesas deles não passa de R$ 23 milhões.

Foto: Fotos de Carlo Wrede, João Laet e Alexandre Brum / Agência O Dia

Candidatos: Eduardo Paes, Otavio Leite, Marcelo Freixo, Rodrigo Maia e Aspásia Camargo | Fotos de Carlo Wrede, João Laet e Alexandre Brum / Agência O Dia

Entre os concorrentes de Paes, a campanha mais cara será a do deputado federal Rodrigo Maia (DEM), que estimou custo de R$ 9 milhões. Em terceiro lugar, está a campanha da deputada estadual Aspásia Camargo (PV), com gasto estimado de R$ 7 milhões.

O deputado federal Otavio Leite (PSDB) informou que espera gastar R$ 4,5 milhões, enquanto a campanha do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) promete a ser a mais barata: R$ 2,5 milhões, 10 vezes menor que a campanha de Paes.

De acordo com resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato que superar o valor de gastos informado estará sujeito à multa entre 5 e 10 vezes referente à quantia excedida.

Quanto à declaração de bens entregue ontem pelos candidatos a prefeito, o mais ‘rico’ é o tucano Otavio Leite, que informou ter patrimônio de R$ 1.226.592,11, entre os quais um imóvel localizado na Barra da Tijuca, avaliado em R$ 629 mil. Ele supera a declaração feita por Aspásia Camargo, que revelou patrimônio de R$ 997.350,55.

O terceiro da lista é o deputado Rodrigo Maia. Sua declaração do Imposto de Renda é de R$ 739.544,58. O prefeito Eduardo Paes, em quarto na relação, com patrimônio de R$ 329.832,21, só supera a declaração feita por Marcelo Freixo, que informou ter bens avaliados em R$ 265.276,34. Em 2008, quando foi eleito, Paes declarou patrimônio de R$ 349.083,30.

Todos vão ficar de olho no prefeito

No primeiro dia da campanha no Rio, as atenções estarão voltadas para o prefeito Eduardo Paes. Com a presença da presidenta Dilma Rousseff e do governador Sérgio Cabral, seus “trunfos eleitorais”, Paes deverá ser vigiado não só pelos adversários, como também pelos fiscais eleitorais.

Na entrega de 640 apartamentos em Triagem, às 10h, Paes estará presente, mas não poderá pedir votos nem fazer campanha, de acordo com o TRE. Seu partido, o PMDB, chegou a consultar o órgão para saber se o prefeito poderia participar do ato.

A polêmica aumentou depois que o procurador regional eleitoral Maurício Ribeiro enviou ofício a Paes pedindo que ele não participasse do ato. Ontem, ele reforçou o pedido. “O ato configura propaganda irregular”, diz. O procurador entende que hoje o prefeito estará oficialmente em campanha e sua participação no evento seria interpretada como violação à lei.

Agendas

Rodrigo Maia (DEM)

Estará às 9h participando de caminhada, ao lado de sua vice, Clarissa Garotinho (PR), no calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste. Depois, às 14h, ele faz outra caminhada, desta vez em Bonsucesso, na Praça das Nações.

Aspásia Camargo (PV)

Vai começar a campanha às 11h, com um corpo a corpo na Praça 15, no Centro. Ela quer ouvir sugestões do povo sobre temas como a mobilidade urbana, a degradação do patrimônio histórico e a poluição ambiental.

Marcelo Freixo (PSOL)

Fará concentação às 10h, na Praça Mauá, no Centro. Depois fará caminhada até o Largo da Carioca. Às 18h, fará um ato de adesão à sua candidatura na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com dissidentes do PT e PDT.

Otavio Leite (PSDB)

O tucano participa às 7h30 de missa na Paróquia N.S. de Copacabana. Às 10h, ele faz um ato em defesa do Elevado da Perimetral, no Centro.

Dilma inaugura UPA em São Bernardo

Na véspera do início da campanha eleitoral no País, a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram ontem a São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, para a inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A seu lado, estava o prefeito Luiz Marinho, petista que é candidato à reeleição.

Com Dilma e Lula estava o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o grupo inaugurou, por meio de teleconferência, outras duas UPAs: em Porto Seguro, Bahia, cidade administrada por Gilberto Abade, do PSB, partido da base aliada à presidenta, e no distrito Federal, que é governado por Agnelo Queiroz (PT).

Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Dilma inaugurou UPA em São Bernardo do Campo, ao lado de Lula | Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Do lado de fora da festa, estudantes da Universidade Federal do ABC, que estão em greve, fizeram protestos. Dilma e Marinho tentaram esconder o constrangimento, mas a presidenta teve que gritar no fim do discurso: “O pessoal pode acalmar que as coisas irão para os seus lugares na hora certa.”

O prefeito arriscou: “Temos um conflito, mas seguramente isso passa. É ter tranquilidade que, na hora certa, a negociação vai acontecer.” A UPA que ficará pronta em setembro Marinho lembrou que não vai poder inaugurar por conta do calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“A legislação eleitoral restringe esse processo, mas convido a presidente e o ministro para estarem nessa inauguração”, disse o prefeito. Dilma respondeu: “Vou estar aqui no dia da inauguração, viu Marinho?"