Seu browser não suporta JavaScript!

20/10/2004 | O Estado de São Paulo

Campanha de Serra recebe hoje estrelas do PFL

César Maia, reeleito no 1.º turno no Rio, e Bornhausen, entre outros, vão também prestar apoio ao candidato a vice Gilberto Kassab, que vem sendo metralhado por Marta

Mesmo reafirmando que não pretende nacionalizar a corrida eleitoral paulistana, o candidato do PSDB à Prefeitura, José Serra, recebe hoje a cúpula do PFL em São Paulo. A maior estrela do partido no momento, o prefeito reeleito do Rio, César Maia, participará de um corpo-a-corpo com Serra no bairro de São Miguel, na zona leste. Trará seu vice, o deputado Otavio Leite, do PSDB, para exibir um exemplo vitorioso da parceria PSDB-PFL, que é repetida em São Paulo, com o deputado Gilberto Kassab como vice de Serra.

Também põem o bloco na rua o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), o senador Marco Maciel (PE), o líder no Senado, José Agripino Maia (RN), e o líder na Câmara, José Carlos Aleluia (BA). A Avenida Marechal Tito foi escolhida a dedo para o corpo-a-corpo. Antigamente conhecida como Estrada São Paulo-Rio, ela vai simbolizar a parceria entre os governos de Maia e de Serra, caso o tucano seja eleito.

Embora Bornhausen negue, um dos objetivos da missão pefelista é prestar solidariedade a Kassab, secretário-geral do PFL, que vem sendo alvo de pesadas críticas da prefeita Marta Suplicy (PT).

Serra garante que o reforço das estrelas do PFL e do PSDB em São Paulo seja uma estratégia para ganhar votos. Muito menos uma resposta aos cabos eleitorais de luxo exibidos por Marta - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Na semana passada, Serra recebeu o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e, ontem, o deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA). ´A vinda do PFL não é para ganhar votos. É uma vinda de suporte político, de amizade, de apoio, para a gente estar junto, para eles verem como é que está a coisa aqui em São Paulo´, explicou Serra. ´Trata-se de uma questão política, mais política do que eleitoral, de voto.´

Na campanha tucana, aliás, a recomendação é não superdimensionar as visitas de apoios ilustres. Isso, diga-se mais uma vez, para não federalizar a disputa municipal. ´Os pefelistas são bem-vindos, mas não é a nossa estratégia trazer figuras nacionais para a eleição em São Paulo´, o deputado Walter Feldman, coordenador da campanha tucana. ´É totalmente diferente do esforço que o PT está fazendo, trazendo todo mundo para tentar dar um empurrão na campanha da Marta. Os que vêm visitar o Serra querem participar sua alegria com a liderança dele.´

Por outro lado, os tucanos reconhecem que não há como negar o caráter nacional que a eleição paulistana tem - uma excelente vitrine para disputa maior, a eleição presidencial em 2006. PSDB e PFL pretendem repetir a parceria que levou Fernando Henrique Cardoso à Presidência duas vezes. ´A eleição em São Paulo é o Fla-Flu eleitoral, por isso é natural que ganhe esta expressão nacional´, diz Otavio Leite. ´A eleição em São Paulo é algo fundamental para o futuro da unidade entre PFL e PSDB. A visita de César Maia é mais do que uma manifestação de apoio, é a consolidação de uma parceria.´ Colaborou: Silvio Bressan