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28/07/2012 | Jornal O Dia

Candidatos à Prefeitura antecipam cenas da campanha

Por Marcos Galvão

Rio - Nos programas eleitorais dos candidatos a prefeito do Rio, diretores de cinema e de televisão vão comandar o show do ‘acredite se puder’ em agosto. Comos os tempos de propaganda são desiguais, o desafio é fazer com que a apresentação não exceda o limite da paciência do eleitor. A qualquer deslize, ele pode mudar para o filme do DVD.

Os 16min24 do tempo do prefeito Eduardo Paes são mais do que a soma (13min36) dos outros candidatos. É o tempo para apresentar o que ele tem que os outros não têm. “Temos muitas obras e realizações a mostrar”, diz Pedro Paulo Teixeira, coordenador da campanha.

Victor Lopes, diretor do filme ‘Agamenon’ e coordenador do programa de Freixo, acha que 1min33 é pouco para apresentar o candidato. “Mas acho muito 16 minutos. Mais de 5 minutos, e o eleitor muda o canal”, garante. Diretor do programa de Otavio Leite, Júlio Uchôa, produtor do seriado ‘As brasileiras’, diz que a produção de um programa eleitoral não difere muito da produção de uma minissérie ou filme. “A diferença é que o personagem é verdadeiro, não precisa ser criado. O meu é. Não sei os outros”, brinca. Leite terá 3min28.

Candidatos a prefeito moldam no capricho a imagem que apresentarão a partir de agosto

Rio - Luz, câmera... promessas em ação. Em 21 de agosto, quando começa a campanha eleitoral na TV, os candidatos a prefeito do Rio darão início à batalha final pela cadeira do prefeito Eduardo Paes. Nos estúdios, as gravações já começaram, e os principais enredos já são conhecidos. A estratégia vale para todos: convencer o eleitor de que o seu ‘personagem’ é o melhor candidato.

Para tentar se reeleger, Eduardo Paes (PMDB) vai bater na tecla da harmonia. “Vamos mostrar que existe uma grande integração entre os governos municipal, estadual e federal”, explica o ex-secretário municipal da Casa Civil Pedro Paulo Teixeira, coordenador da campanha eleitoral de Paes.

Paes será o “onipresente”, na alegria ou na tristeza. A ideia é mostrar que o “autêntico carioca”, que curte carnaval, praia e futebol, jamais abandona sua cidade. Há imagens de Paes triste, solidário a vítimas de tragédias. E outras do prefeito no auge da alegria, como no momento em que o Rio foi escolhido para realizar os Jogos Olímpicos de 2016.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) será o candidato da “nova dimensão na política”, como define o diretor de cinema Victor Lopes, produtor do programa do político. “Será destacada sua integridade, sua coragem, mas com imagens bem atuais”, explica. “A ideia do político combatente de milícias não será explorada. É algo que já é bem conhecido.”

Na campanha do deputado federal Rodrigo Maia (DEM), a meta é dissociar criadores de criaturas. Assim, Rodrigo e a vice, Clarissa Garotinho (PR), assumem papeis de “independentes”. A meta é mostrar que eles têm vida política própria sem os pais, Cesar Maia (DEM) e Anthony Garotinho (PR).

O deputado federal Otavio Leite (PSDB) vai prometer “humanizar a cidade”. Segundo o diretor de cinema Júlio Uchôa, ele vai dizer no programa que o Rio é carente de projetos de acessibilidade urbana e vai atacar o sistema de Saúde de Paes . Na campanha da deputada estadual Aspásia Camargo ( PV), o diretor de programa de TV é Moacyr Góes. Ele explica que uma das metas é apresentar Aspásia como a candidata que tem propostas para uma cidade com desenvolvimento sustentável.