Seu browser não suporta JavaScript!

24/11/2004 | Jornal O Dia

Candidatura cheia de pompa

PFL organiza megaevento para lançar Cesar Maia para a Presidência da República. Prefeito teme desgaste por deixar prefeitura

Ignorando a polêmica se o prefeito Cesar Maia mentiu ou não em relação às suas reais intenções políticas, o PFL lançará a pré-candidatura dele à Presidência da República no dia 15. A idéia é realizar um megaevento em Brasília, reunindo políticos de peso, correligionários, empresários e todos aqueles que apóiam o nome de Cesar para suceder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A controvérsia que surgiu sobre a mentira e a suposta fraude eleitoral por parte de Cesar, que teria negado sua intenção de concorrer ao Palácio do Planalto, foi motivo de chacota da cúpula pefelista. Reunidos na segunda-feira à noite para discutir os rumos da campanha do prefeito à Presidência, os principais líderes do PFL ironizaram as críticas contra a candidatura.

“É o direito de espernear que todos têm, mas no fim não dá em nada”, disse o vice-líder do PFL no Senado, Heráclito Fortes (PI). “Todos os que reagiram tinham a pretensão de ocupar o lugar onde está o Cesar Maia. Para os eleitores dele, o sentimento é de orgulho e não qualquer outro”, disse o líder do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia (BA).

Pondo mais lenha na fogueira, o deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), filho do prefeito e virtual candidato a líder do PFL na Câmara, provoca adversários de seu pai: “Será que o senador Sérgio Cabral (PMDB) não se afastará do Senado para disputar o Governo do estado? E o senador Marcelo Crivella (PL) também? Em política, nada é estático, tudo muda o tempo todo”.

Mais cauteloso, Cesar admite temer a repercussão negativa. “Mas o tempo é o senhor da razão”, aposta. Ele explica que seu afastamento da prefeitura dependerá de uma audiência nacional do PFL em março de 2006, para decidir sobre a candidatura. Cesar não quis falar sobre a hipótese de concorrer ao estado: “Não penso nisso”.

Com o nome de Cesar na disputa, os pefelistas analisarão as chances de chegar a eventual segundo turno em 2006. Mesmo teste a que a senadora Roseana Sarney (PFL-MA) foi submetida ao ser candidata à Presidência, em 2002.

“Até lá terá tido tempo suficiente para observar o desempenho dele e a reação da população”, observou o senador José Jorge (PE), integrante da executiva do PFL.