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24/11/2007 | Carta Capital

Carta Capital: O apagão fonográfico

O preço do CD desaba e a indústria busca sobrevida na isenção de impostos

Durante anos a indústria produtora de discos queixou-se do avanço da pirataria, enquanto afirmava repetidamente que não tinha condições de reduzir preços para tentar fazer frente à “concorrência desleal” da internet, dos camelôs e do crime organizado. A pirataria nunca parou de aumentar. Nem o mercado oficial de encolher. Neste 2007, quando gravadoras vivem uma espécie de “apagão” e a sensação compartilhada por produtores, artistas e consumidores é de que o formato CD está prestes a se desintegrar, a indústria fonográfica contradiz os antigos argumentos e protagoniza uma redução inédita e generalizada de preços para tentar se salvar do naufrágio.

A multinacional Warner, por exemplo, retirou do baú a quantidade fabulosa de 1,2 mil títulos em CD e DVD, de nomes outrora comercialmente preciosos como Frank Sinatra, Madonna, Gilberto Gil e Red Hot Chili Peppers, e os jogou no mercado por preços que chegam a 20, 18 e 16 reais. Até outro dia, era raro encontrar em lojas regulares os mesmos títulos por preços inferiores a 35 ou 40 reais. A gravadora EMI afirma que há muito não segue curvas de inflação e que, só neste ano, reduziu os preços em 20%.

(...) Proposta do deputado federal Otavio Leite (PSDB-Rio) isenta de qualquer tributo a produção musical brasileira.´Os CDs poderão ser oferecidos ao público por 12 a 13 reais. Comprar por 30 pratas? Não dá´, diz.