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19/11/2004 | Jornal O Dia

Cesar fecha com PSDB

Prefeito define papel de tucanos no governo. Partido fica com três secretarias, mas reclama de uma delas

Na hora de arrumar a casa para acomodar os novos moradores tucanos, o prefeito Cesar Maia conseguiu fazer tudo a seu modo. Depois de discreta negociação, o PSDB cedeu, preferindo evitar desgastes, de olho na possibilidade de fazer do vice, Otavio Leite, prefeito em 2006.

Eles apostam na saída de Cesar para concorrer às eleições. Em vez de uma grande pasta, como Transporte, o partido ganhará, possivelmente, a Secretaria Municipal de Trabalho. Num mimo a Otávio – que defende o tema –, os tucanos também levarão a nova Secretaria Especial de Promoção das Pessoas com Deficiência. A RioTur também deverá ficar com o grupo.

O partido era representado apenas pelo secretário municipal de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho, que continua no cargo. Mas a costura feita entre Cesar e os deputados estaduais Luiz Paulo Correa da Rocha, Otavio Leite e o presidente do partido, Marcello Alencar, não agradou a todos.

O deputado federal Eduardo Paes defendia secretarias verticalizadas, ou seja, formadas exclusivamente por equipe de tucanos. Ele e seus seguidores não participarão da administração. O clima teria esquentado em reunião feita na sede do partido terça-feira à noite.

Há um ano e meio, Eduardo Paes, que ocupava papel de destaque no governo Cesar, decidiu largar o PFL buscando crescimento político dentro do PSDB. A intenção era evitar perder espaço para o filho de Cesar, o deputado federal Rodrigo Maia.

Eduardo Paes, porém, nega as divergências. “Eu e meu grupo não desejamos espaço nenhum no governo. Seria uma incoerência, porque eu deixei todos os cargos que queria no governo do Cesar. Quem deve decidir esse espaço é o vice-prefeito, Otavio Leite”, explicou.

Cresce a força política de Otavio Leite no PSDB

Eduardo garantiu que o acordo com o PFL contou com a participação de todos: “Em política existe muita maldade, não sei por que estão falando isso”.

O crescimento de Otavio Leite (PSDB) é o assunto da vez. Há três anos, o deputado era apenas um vereador que muitas vezes fez oposição a Cesar e, mesmo ocupando a presidência municipal do partido, reclamava de não participar das decisões. Em apenas dois anos, ele poderá ser o prefeito do Rio.