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05/10/2005 | Jornal Tribuna da Imprensa

Cesar Maia defende apoio ao PSDB

O prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), defendeu ontem o apoio a um nome do PSDB nas eleições para presidência da República em 2006, após encontro com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, um dos pré-candidatos tucanos. Inicialmente apontado como possível candidato à sucessão, Maia admitiu que houve uma ´interrupção do projeto do PFL em função da crise política brasileira´.

Para o prefeito, a eventual aliança é o ´caminho natural´ dos partidos. ´A tendência é essa, que a gente possa estar junto com o PSDB. Posso falar da minha vontade, do meu entusiasmo, do meu voto individual. As convenções vão decidir quem será o candidato do PSDB, se querem essa parceria, eu espero que sim. Vamos estar aqui empenhados para que saia um candidato do PSDB vitorioso à presidência da República´.

Em outro evento, na Federeção das Indústrias do Rio (Firjan), Alckmin disse que, apesar de nem sempre ser possível, a parceria é boa. ´O PFL o o PSDB têm sido parceiros. Às vezes não é possível, há disputa. Mas, onde for possível, essa parceria é boa. Em São Paulo, o meu vice-governador é do PFL, o professor (Cláudio) Lembo. No Rio, o vice do prefeito Cesar Maia está aqui conosco, Otavio Leite.

Eu acho importante as alianças. Porque você vai ter que fazer alianças pra governar. É bom fazer antes, até para o povo saber quais são as alianças. (A aliança PFL-PSDB) Será possível se, no caso nacional, nós respeitarmos muito os demais partidos, se o PFL não tiver candidato próprio e achar que deve fazer a aliança. Ele (Maia) foi muito simpático em relação a trabalhar junto, PSDB e PFL.´

Além de Alckmin, Maia citou os outros pré-candidatos tucanos: ´Me coloquei inteiramente à disposição do governador, do Serra (José Serra, prefeito de SP) e do Aécio (Aécio Neves, governador de Minas) para o que precisarem da gente do ponto de vista político: conhecerem os nossos programas, os nossos problemas, dar maior visibilidade aos nomes que já são muito visíveis dos três pré-candidatos; o (ex) presidente Fernando Henrique Cardoso eu não preciso falar.´

Alckmin afirmou ainda esperar que as CPIs em andamento no Congresso punam os culpados. ´Não se pode permitir que se coloque sujeira embaixo do tapete. Temos que mostrar que o Brasil tem democracia madura e instrumentos eficazes para apurar e punir a corrupção´, declarou. ´Na CPI do Orçamento foram cassados dez deputados e naquele tempo a situação era muito menos grave do que hoje, agora há uma grande mistura indevida entre o público e o privado´.

Apesar de o PT ter sido o partido mais atingido pelos escândalos de corrupção, Alckmin acha que ainda é cedo para previsões sobre as eleições do ano que vem. ´Há seis meses atrás ninguém podia imaginar a situação atual. Como vai estar daqui a um ano? Se há uma coisa que não tem monotonia no Brasil é a vida política. Todo dia tem uma novidade´, observou.

O governador disse também ser ´impossível´ para o Congresso votar a reforma política no ano que vem. ´Acho que você não pode fazer reformas na véspera da eleição. Aliás, a Constituição brasileira proíbe´, afirmou Alckmin. ´É óbvio que uma reforma mais profunda só vai ser feita na próxima legislatura. Isso é para 2007. Aliás como as demais reformas, fiscal, tributária, administrativa.´