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29/05/2004 | Jornal O Dia

Cesar: Vice sob controle

Nas negociações com PSDB, prefeito usa trunfo para ter como vice tucano mais afinado com PFL.

Luiz Paulo e Ronaldo: crescem as apostas em um dos dois para vice

O prefeito Cesar Maia conseguiu um trunfo para poder opinar de forma discreta sobre a escolha de seu vice na candidatura das eleições para a Prefeitura do Rio. Reunido com a cúpula do PSDB, o candidato à reeleição deixou claro que, dependendo de quem ocupe o cargo, no caso de sua vitória estará descartada definitivamente a hipótese de ele sair candidato à Presidência da República ou a governador em 2006. Assim, iria por água abaixo a aposta do PSDB de ocupar a prefeitura nos dois últimos anos do possível mandato.

Cesar nega a hipótese de se retirar do cargo no meio do caminho, mas sabe que o PSDB conta com a possibilidade. E ele garante que não deixará a prefeitura nas mãos de alguém com quem não tem afinidade política. Com isso, crescem as chances do ex-secretário de Transportes e Urbanismo e deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha e do ex-secretário de Saúde e deputado federal Ronaldo Cezar Coelho. Com o deputado estadual Otavio Leite, eles disputam a posição na chapa que lidera as pesquisas de opinião até o momento.

Otávio: menos afinado com Cesar

Os três pré-candidatos a vice do PSDB na aliança com o PFL reuniram-se ontem em mais uma rodada de negociações. Para os candidatos, é forte a hipótese de a decisão ser dada na pré-convenção do partido, em data ainda não definida. Reunião segunda-feira pode marcar a data ou mesmo determinar quem sairá candidato, segundo o ex-governador e cacique do partido Marcello Alencar.

Os candidatos negam que tenham chegado a consenso em torno do nome preferido. O deputado federal Eduardo Paes acredita que “o caminho natural é a pré-convenção”. Antecipando o debate, convidou os pré-candidatos a apresentarem os projetos a delegados regionais, parlamentares e membros do diretório municipal sexta-feira.

O ex-senador Artur da Távola confirmou sua candidatura para vereador e negou as informações de que estaria correndo por fora para ser o candidato a vice, caso não houvesse acordo entre os pré-candidatos.