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27/11/2013 | Portal G1

Comissão aprova convite para Cardozo explicar caso do metrô de SP

Por Nathalia Passarinho

A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou na tarde desta quarta-feira (27) convite para que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, preste esclarecimentos sobre o início das investigações do suposto esquema de propina na compra de equipamentos para o metrô de São Paulo. A audiência foi marcada para a próxima quarta (4).

Como a comissão aprovou convite, e não convocação, o ministro não é obrigado a comparecer – na hipótese de convocação, seria.

Nesta terça (26), Cardozo afirmou que documentos anônimos contendo as denúncias de corrupção foram entregues a ele em sua casa em São Paulo pelas mãos do deputado estadual licenciado Simão Pedro (PT), atual secretário de Serviços da Prefeitura de São Paulo.

O ministro disse que encaminhou “por dever jurídico e ético” as denúncias à Polícia Federal, que decidiu anexar os dados a um inquérito aberto em 2008 que também apurava denúncias de propina.

No requerimento de convite a Cardozo, os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Otavio Leite (PSDB-RJ) acusam o ministro de fazer uso político das denúncias de propina na licitação do metrô de São Paulo, esquema que existiria nos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

“Estamos num Estado Democrático de Direito, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro. Não é admissível que o PT, nesse ambiente, tente minimizar os impactos políticos da prisão dos mensaleiros e alimentar a ofensiva contra o PSDB em São Paulo, fazendo com que órgãos de Estado se convertam em órgãos de governo para perseguir seus adversários políticos e expor impunemente indivíduos à execração pública, antes mesmo de qualquer apuração por quem de direito”, dizem os tucanos no requerimento.

Convocação rejeitada

Mais cedo, a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara rejeitou requerimento do PSDB que pedia a convocação de Cardozo para explicar a conduta do presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinicius Carvalho, que omitiu do currículo ter trabalhado no gabinete do deputado estadual Simão Pedro (PT-SP).

Paralelamente às investigações da Polícia Federal sobre a denúncia de corrupção, o Cade iniciou uma investigação para apurar a ocorrência de cartel na licitação.

Em entrevista coletiva nesta terça (26), Vinicius Carvalho disse que não considerou importante incluir no currículo o fato de ter trabalhado para Simão Pedro e negou que tenha recebido do deputado estadual informações sobre o suposto esquema de corrupção na licitação do metrô.