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26/06/2012 | Jornal O Globo

Comperj: requerimento de informações ao Ministério de Minas e Energia para entender os cortes

Freio de arrumação de Graça Foster

O adiamento da entrada em operação da primeira fase do Comperj, anunciado ontem por Graça Foster, pegou de surpresa o governo do Rio. A presidente da Petrobras não deu aviso prévio às autoridades fluminenses. As explicações podem vir em reuniões nos próximos dias. O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que acompanha a execução orçamentária do complexo, diz que a mudança no cronograma estava nítida pela redução dos desembolsos desde 2011. Ano passado, a Petrobras gastou R$ 2,460 bilhões de R$ 6,329 bi previstos. Executou 38% do projetado. Este ano, de janeiro a abril, não gastou mais de 15%: R$ 1,245 bi de R$ 7,918 bilhões. O deputado pretende apresentar requerimento de informações ao Ministério de Minas e Energia para entender os cortes. Nos bastidores do setor de óleo e gás, as opiniões se dividem. Há quem acredite que Graça impôs um freio de arrumação aos projetos de refinarias para rever custos, planejamento e até o modelo de investimento. Outro especialista diz que a estatal decidiu priorizar a produção de petróleo. "As refinarias são importantes, mas não há dinheiro para tudo. Por isso, a empresa decidiu priorizar a produção, que gera caixa", diz a fonte.