Seu browser não suporta JavaScript!

04/09/2006 | Jornal O Globo

Conheça o candidato Otavio Leite

Vice-prefeito eleito na chapa de Cesar Maia (PFL), Otavio Leite tem orgulho de seu patrimônio legislativo: faz questão de dizer que é autor de 122 leis que estão em vigor na cidade e no Estado do Rio, depois de quatro mandatos parlamentares. A maioria delas, em defesa de interesses de deficientes físicos, medidas de estímulo ao turismo e regulamentação de adoção de áreas verdes.

Casado e pai de dois filhos, o sergipano Otavio Leite entrou na vida pública pelas mãos do ex-governador Marcello Alencar, de quem foi secretário de Governo quando este foi prefeito do Rio (1989-1992). Foi eleito pelo PDT para o seu primeiro mandato e integrou na Câmara o grupo dos menudos, formado por jovens vereadores que integravam a bancada de sustentação de Marcello.

O gosto pela política Otavio desenvolveu ainda na época de faculdade, nos anos 80, quando cursou a faculdade de direito na Uerj. Ele se embrenhou no movimento estudantil, presidiu o centro acadêmico e acabou engajado na histórica campanha de Leonel Brizola ao governo do estado, em 1982. Brizola foi eleito, criou um conselho dos direitos humanos e Otávio virou representante dos estudantes.

Foi quatro anos mais tarde que Otavio se aproximou do então candidato ao Senado Marcello Alencar, que fora colega de seu avô no Congresso. Ele saiu do PDT junto com seu padrinho político. Vereador reeleito com 28 mil votos em 2000, ele se elegeu deputado em 2002.

QUAL SEU PRINCIPAL OBJETIVO AO SE CANDIDATAR PELA PRIMEIRA VEZ À CÂMARA DOS DEPUTADOS?

OTAVIO LEITE: É urgente resgatar o prestígio do Rio no contexto político nacional. A bancada do Rio trabalhará para obter apoio e recursos para programas sociais e pelo desenvolvimento econômico do estado. Neste campo, o setor de turismo merecerá de mim atenção especial. Precisamos ter, por exemplo, mais vôos nacionais e internacionais pousando no Rio, e esta é uma decisão administrativa.

Que tipo de projetos o senhor priorizará para beneficiar o Rio?

OTAVIO LEITE: É imprescindível desatar um nó em Brasília: que o Tesouro Nacional aprove o projeto da prefeitura do Rio de contrair empréstimo no Banco Japonês para realizar as obras de macrodrenagem e despoluição das lagoas de Jacarepaguá, da Tijuca e de Marapendi. É uma decisão política e, como deputado federal, quero influenciar para que a autorização seja concedida.

Uma de suas bandeiras são os deficientes. O que pretende fazer por eles em Brasília?

OTAVIO LEITE: Não há saída para os dramas sociais brasileiros que não seja pelo desenvolvimento econômico e pela educação. O resto é discurso. Depois de garantir no Rio o acesso dos deficientes a emprego, a estacionamentos e ao passe livre nos transportes municipais, vou lutar para que o Ministério dos Transportes possa investir mais nesta causa. E para que os deficientes possam ter mais espaços de qualificação profissional, através de programas aprovados pelo governo federal.