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04/05/2004 | Jornal O Dia

Corrida contra o tempo

O prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), ligou a metralhadora eleitoral e passou a atirar para todos os lados em busca de alianças na corrida pela reeleição. Depois de tentativas frustradas em conseguir apoios do PMDB e do PDT, Cesar volta a cortejar o PSDB. Para isso, está oferecendo, além da vaga de vice em sua chapa, secretarias e cargos no segundo escalão. O acordo não custará barato. O pefelista corre o risco de ter que mudar o plano de governo para conquistar os tucanos.

As vagas para o PSDB estariam disponíveis somente no próximo mandato, caso Cesar seja reeleito. As conversas avançaram no domingo, quando o prefeito e o presidente regional do PSDB, o ex-governador Marcello Alencar, promoveram um encontro de três horas. O pefelista corre contra o tempo. Ele tem menos de dois meses para fechar sua coligação.

O PSDB não vai querer qualquer secretaria. As pastas vão ser escolhidas a dedo em reuniões internas. A Executiva Municipal se encontra hoje. Muito além dos cargos, o que mais tem pesado nas negociações é a exigência de alterações no plano de governo de Cesar. O prefeito estuda, mas ainda reluta em aceitar as sugestões dos tucanos. As negociações com o PSDB voltaram com força após a deputada Denise Frossard desistir de sua candidatura.

Lei do silêncio para não atrapalhar as negociações

Além de Marcello e Cesar, participaram do encontro, na casa do tucano, os deputados estaduais Luiz Paulo Conde e Otavio Leite, do PSDB, e Eider Dantas (PFL). Marcello faz mistério quanto aos acordos: “Estamos procurando o nosso caminho”. Cesar faz o mesmo. “Ontem à noite (domingo), passei cinco minutos para cumprimentar o ex-governador, já que não o tinha feito depois que saiu do hospital”, despista. A lei do silêncio impera entre os deputados.

Com vaga garantida no segundo turno, de acordo com pesquisas de intenção de voto, Cesar tem procurado mais alianças do que recebido ofertas de apoio. O prefeito recorreu ao PDT, que exigiu a vaga de vice e secretarias. Como não tiveram retorno, os pedetistas preferiam a candidatura própria. Com o PMDB, Cesar queria uma frente contra o PT. Em troca da participação na chapa, o pefelista ofereceria apoio à candidatura do secretário estadual de Segurança, Anthony Garotinho, a presidente da República. A conversa não prosperou.