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11/08/2011 | Blog da Bancada do PSDB na Câmara e no Senado

Corte em verba de secretaria compromete política de combate às drogas

Por Letícia Bogéa

Definida como prioridade pela presidente Dilma, a política de combate às drogas permanecerá no papel enquanto o governo não colocar um freio nos cortes de recursos da área. Para os deputados Otavio Leite (RJ) e William Dib (SP), o contingenciamento em programas essenciais revela que, ao contrário dos discursos oficiais, a petista está pouco preocupada em reduzir o consumo de substâncias ilícitas, como cocaína e crack.

Prova do descaso da administração federal, haverá redução pela metade do dinheiro da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), conforme noticiou o jornal “O Estado de S. Paulo” nesta quinta-feira (11). O alerta foi feito pela comandante da pasta Paulina Duarte, em audiência no Congresso.

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O dinheiro estimado para o órgão, incialmente, era de R$ 400 milhões até 2015, sendo R$ 100 milhões por ano. A tendência, no entanto, é que a fatia prevista no Plano Plurianual para a Senad caia para R$ 200 milhões.

Otavio Leite afirma que saúde, segurança e educação não devem receber restrição. Cortes orçamentários nessas áreas indicam grave incompetência, na opinião do parlamentar. “Metade dos recursos previstos para a política de combate às drogas ser reprimida é realmente estarrecedor. Fico perplexo com a postura do governo”, disse.

Integrante da Comissão de Assuntos Sociais do Conselho Federal de Medicina (CFM), Ricardo Paiva diz que atualmente há um déficit de 7,5 mil leitos para atendimento de pacientes dependentes do crack que estão em fase de desintoxicação. Segundo ele, há disponível atualmente 2,5 mil. O número ideal, segundo o Ministério da Saúde, seria 10 mil unidades.

“O crack está, de forma avassaladora, entrando nas áreas mais populares. Isso provoca muitos problemas nas famílias. É impressionante a insensibilidade do PT e a incapacidade no setor”, apontou Leite. “Além de incapaz, o Planalto não quer assumir responsabilidade”, acrescentou Dib, integrante da Comissão Especial de Combate às Drogas.

O deputado vê o caso com muita preocupação por ceifar a vida de muitos jovens, além de aumentar a criminalidade. Segundo ele, a administração federal não consegue atuar na prevenção, no tráfico e nem no consumo. “Essa gestão prometeu, mas não cumpriu. É um estelionato eleitoral.”

Reação contrária ao contingenciamento

- A notícia de ameaça aos R$ 400 milhões para a área provocou uma rápida resposta entre integrantes do Conselho Federal de Medicina (CFM). Para o vice-presidente da instituição Carlos Vital Lima, o corte demonstra uma incoerência com compromissos assumidos durante a campanha.

- Segundo Paulina Duarte, a redução coloca em risco a instalação de parte dos 65 centros regionais sob a coordenação de instituição de ensino superior para capacitação de profissionais de saúde e para realização de pesquisas.

- O Plano Plurianual será apresentado no Congresso pelo governo até fim de agosto.