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18/03/2011 | Jornal Lance! Net

CPI: Oposição pede transparência

Por Érika Romão

De acordo com o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), a base do governo deveria entender que, se houver atrasos nas obras para a Copa do Mundo de 2014, os gastos irão recair sobre os cofres públicos e que, por isso, há a necessidade de o governo não se manifestar contra a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF e seu presidente, Ricardo Teixeira. A proposta é do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ).

– A CPI não é contra o governo, até porque os gastos irão recair sobre os cofres do BNDES e dos estados. Essa demora para o início das obras, por exemplo, força um aporte maior de recursos públicos. A Copa exige transparência total. E eu acho que uma CPI assegura essa transparência – opinou Leite, lembrando que, nesta semana, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), disse que não há clima para uma CPI. Para Maia, é momento de todos empenharem os esforços para assegurar que a Copa aconteça com sucesso.

Otavio Leite lembrou do trabalho para a instalação de uma outra CPI, a do Apagão Aéreo. Na ocasião, afirma ter ficado por mais de oito horas de pé em plenário para angariar as assinaturas. No caso da CPI da CBF e de Teixeira, Garotinho já tem 117 adesões, de 171 necessárias (1/3 do total de deputados da Casa, 513).

Sobre a ida de Ricardo Teixeira na última quarta-feira, para reuniões com líderes de partido, afirmou:

– O Congresso deve ser aberto a todos, mas cabe aos deputados ter consciência do que é melhor para o Brasil.

Entre as acusações para propor a abertura da CPI, estão: o critério de divisão de lucros da Copa de 2014; o volume de recursos envolvidos nas concessões de transmissão e o destino dos mesmos; a possível prática de lavagem de dinheiro da instituição para pagamento de advogados em causas pessoais de Teixeira; e o uso da entidade para obtenção de lucros com a venda de jogadores.

Entenda a CPI:

Terça-feira

O deputado Garotinho (PR-RJ) fez pronunciamento na Câmara e começou a colher assinaturas para investigar a CBF e seu presidente, Ricardo Teixeira

Quarta-feira

O presidente da entidade foi a Brasília e teve encontros com todos os líderes de partidos para tentar neutralizar a CPI

Quinta-feira

Garotinho acusou Teixeira de ter feito acordos suspeitos para conseguir que alguns deputados retirassem os nomes

Sexta-feira

Deputados voltam aos seus estados e Garotinho deverá seguir com a coleta de assinaturas na semana que vem. Ao todo, já há apoio de 117 parlamentares dos 171 necessários.