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15/11/2012 | Jornal O Dia

Cresce a adesão ao ato em defesa dos royalties

Por Aurélio Gimenez

Rio - A população do Rio já se mobiliza para a manifestação do dia 26 em defesa dos royalties de petróleo. Em cidades do interior, caravanas já estão sendo organizadas. Ontem, na Cinelândia, populares pediram à presidenta Dilma Rousseff para vetar o projeto que pulveriza as verbas indenizatórias da produção e exploração de petróleo na plataforma marítima do Rio e do Espírito Santo.

“A redistribuição dos royalties é injusta, pois todos os passivos ambientais da extração do petróleo ficam nos estados produtores. O prejuízo é nosso. Por que os royalties do minério de Minas Gerais também não são distribuídos?”, indaga o engenheiro civil, Rafael Hall, 29 anos. Morador de Niterói, em breve ele vai morar em Campos para trabalhar no Complexo Industrial do Superporto do Açu, da LLX, do grupo de Eike Batista.

A fonoaudióloga Raquel Souto, 34, faz coro a Rafael. Carioca, ela cresceu no Rio Grande do Norte e voltou a morar no Rio. “Acho a redistribuição dos royalties injusta. Assim como o Rio, o Rio Grande do Norte é produtor de petróleo e esses estados dependem muito desse dinheiro. Além disso, os recursos são uma compensação pelo alto custo da exploração do petróleo nesses estados”, diz.

Na próxima semana, o governador Sérgio Cabral reúne-se com deputados estaduais e federais do Rio para discutir a organização da manifestação do dia 26. A passeata ocorrerá quatro dias antes do prazo final para a presidenta Dilma vetar ou sancionar o projeto, que pode retirar R$ 77 bilhões do Rio até 2020.

Senador pede veto parcial da presidenta

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu o veto dos artigos 3º e 4º e os parágrafos 1º e 2º do artigo 2º do projeto de redistribuição dos royalties. Para ele, com o veto parcial, a presidenta Dilma dirá: “Estou vetando tudo aquilo que já foi contratado sob o regime de concessão. Mas, ela poderá dizer também que, em relação à partilha, os estados não produtores vão ganhar mais, e os estados produtores vão ganhar menos.”

Conforme o senador, o ato do dia 26 é para chamar a atenção sobre as consequências que a sanção do projeto teria para o Estado do Rio.

Posição de Dilma só dia 30

Para o deputado federal Otavio Leite (PSDB), o ato do dia 26 é legítimo e suprapartidário. Ele conta que no Congresso, parlamentares de estados não produtores estão usando adesivos em que pedem a sanção da presidenta ao projeto que prejudica os estados produtores.

O deputado petista Alessandro Molon disse acreditar no veto parcial de Dilma. “Pela coerência da presidenta, ela sabe que não pode quebrar contratos já assinados”, afirma.

Em reunião com prefeitos, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que a presidenta usará o prazo constitucional para decidir sobre o veto. Esse prazo temina no dia 30.