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23/11/2003 | Jornal do Brasil

Crescimento ameaça as lagoas e praias

O crescimento vertiginoso da Barra da Tijuca esbarra na falta de um sistema de saneamento básico. O entrave, além de prejudicar o desenvolvimento da região, causa sérios danos ao meio ambiente. Que digam os defensores da Lagoa de Marapendi, onde o esgoto está sendo despejado in natura, segundo o secretário municipal de meio ambiente, Airton Xerez.

- São 250 as estações de tratamento de esgoto ao longo da lagoa, mas muitas não estão funcionando - afirmou Xerez, que anunciou um investimento de R$ 9 milhões para a despoluição da lagoa durante o fórum Barra Ideal.

Diretor da Acibarra, Beto Filho alerta que o desequilíbrio ambiental da região já está tendo como conseqüência o alto índice de mosquitos.

- Ou transformamos estes rios e lagoas, hoje em acelerado processo de degradação, em pontos turísticos ou em breve eles se tornarão um pântano irrecuperável - declara Beto.

A atenção ao meio ambiente, bem como a implantação de um sistema de saneamento básico, está entre os maiores anseios dos moradores da Barra. O programa de saneamento da Barra e Jacarepaguá, cujas obras estavam previstas para março deste ano, não fica pronto antes de um ano e meio. Parte delas sequer foi licitada como destaca o presidente da Comissão Pró-Emissário, deputado Otavio Leite.

A parte marítima do programa também sofreu atraso por causa da descoberta de um bloco de arenito por onde passará a tubulação do emissário submarino. As explosões na rocha começaram no dia 14, com prazo estimado de conclusão para 40 dias. A remoção do arenito representou um custo adicional de cerca de R$ 6 milhões nas obras, segundo o deputado.

- Queremos ver o sistema de esgoto pronto e as lagoas dragadas para a prática de esportes - resume o presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbroski.

Além do investimento no meio ambiente, foram anunciadas, durante o Barra Ideal, a construção de vilas olímpicas na região da Baixada de Jacarepaguá, a abertura de mais três em condomínios da região no ano que vem e a ampliação do Hospital Lourenço Jorge.

Inaugurado há sete anos, o hospital municipal está saturado e hoje atende as 913 pessoas por dia. As obras , que incluem a construção de uma maternidade, de uma policlínica e de um centro de referência de trauma devem ficar prontas em três anos.