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05/10/2004 | Jornal O Dia

Dança das cadeiras na Alerj

Deputados eleitos para as prefeituras abrem vagas para suplentes assumirem na Assembléia

Mal acabaram as eleições, com resultados ainda dependendo de segundo turno, e o mapa político da Assembléia Legislativa (Alerj) já começa a ser redesenhado. Cinco deputados estaduais já garantiram a cadeira de prefeito e outros três estão na disputa.

Além do tucano Otavio Leite, eleito vice-prefeito do Rio, o PMDB, partido da governadora Rosinha Garotinho e presidido por seu marido, Anthony Garotinho, terá, por enquanto, duas trocas – Nelson do Posto, eleito prefeito em Guapimirim, e Núbia Cozzolino, em Magé. Aparecida Panisset (PFL), eleita em São Gonçalo, e Rogério do Salão (PL), em Queimados, também deixam a Alerj.

Ainda há, no entanto, três nomes indefinidos: os dos peemedebistas Uzias Mocotó e Washington Reis, que disputam as prefeituras de São João de Meriti e Duque de Caxias, e Gilberto Silva (PPS), vice de Reis.

Com a saída de Otávio, associada ao retorno da candidata a vice derrotada em São Gonçalo Alice Tamborindeguy, o ninho tucano na Assembléia Legislativa (Alerj) vai sofrer uma grande reestruturação. Nas contas do líder da bancada, Luiz Paulo Corrêa da Rocha, o grupo pode até encolher e, de cinco deputados, passar a quatro a partir de janeiro. “Fomos eleitos por uma coligação. Faz parte do jogo”, diz.

Além de Corrêa da Rocha, podem ficar a própria Alice, que é segunda suplente do partido, Glauco Lopes e Andréia Zito. Resta saber o destino de Eider Dantas. Caso volte à secretaria Municipal de Obras, abre espaço para o terceiro suplente, Renato de Jesus.

Poucas mudanças na Câmara dos Deputados

PSDB e PMDB estavam coligados na última eleição e o destino do primeiro suplente, o peemedebista Délio Leal, ainda é uma incógnita, já que assumiu a Secretaria Estadual de Justiça e teria que deixar o cargo.

Fontes da Alerj, porém, garantem que Délio não volta ao plenário, apesar de sua pasta ter sido esvaziada para dar mais poderes à secretaria de Administração Penitenciária. A explicação é a proximidade com o casal Garotinho, que facilita negociações políticas, além de dar maior participação nos bastidores do poder.

Já na Câmara dos Deputados houve poucas mudanças. Dos 85 deputados que concorreram a prefeito e vice-prefeito, 11 se elegeram no primeiro turno e 15 disputam o segundo.

Da bancada do Rio, Maria Lúcia se elegeu em Belford Roxo e no sua vaga assume o suplente Aldir Cabral. Entre os deputados federais, ainda estão na disputa no segundo turno Moreira Franco, em Niterói, Lindberg Farias, em Nova Iguaçu, e Sandro Matos, em São João de Meriti.