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15/04/2011 | Jornal Monitor Mercantil digital

Deputado critica omissão do Governo Federal para o setor de turismo

Por Marcelo Bernardes

A feira de turismo Brazil International Exchange 2011, que começou nesta sexta e vai até o próximo dia 17 no Cais do Porto do Rio, visa, ente outras coisas, a elevar o número de turistas estrangeiros no país em 20% a partir do ano que vem, além de propor ações específicas para atender a demanda do mercado receptivo internacional. Isso sem mencionar as rodadas de negócios que podem gerar cerca de US$ 300 milhões em pacotes turísticos.

Apesar de o cenário atual ser favorável ao turismo brasileiro, nem tudo são flores e existem vários gargalos que precisam ser solucionados o mais rápido possível como, por exemplo, a situação dos aeroportos, porta de entrada do turismo receptivo no país.

- É impressionante a que ponto chegamos em relação ao drama dos aeroportos, problemas já diagnosticado há muito tempo e cuja solução passa por investimentos. O Congresso já aprovou verbas para Infraero. No entanto, a execução das obras é decepcionante, ineficiente - frisou o presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, Otavio Leite (PSDB-RJ), para quem a balança comercial brasileira, na conta turismo, é amplamente deficitária em cerca de US$ 10 bilhões (2010). Em 2009, esse valor era 50% menor, cerca de US$ 5 bilhões - "isso tem haver com a estagnação do setor".

Para o parlamentar tucano, uma das soluções deste problema é ampliar o número de vôos para o Brasil e trabalhar melhor a divulgação do país no exterior. E fez questão de enfatizar que, quanto à Infraero, "o governo continua indeciso, ou seja, não sabe se privatiza, se dá concessão ou se continua estatal, que já se mostrou totalmente ineficiente".

- Não podemos desperdiçar a oportunidade dessa década, em atrair novos investimentos, mais mercado turísticos para o Brasil, em especial, para o Rio de Janeiro.

Já o secretário Estadual de Turismo, Ronald Ázaro, considera grave a situação dos aeroportos brasileiros. No entanto, segundo ele, já há sinalizações para que este problema seja resolvido.

- Na última reunião em que o governador Sérgio Cabral teve com a presidente Dilma Rousseff em que o assunto foi este, ele (Cabral) pontuou os problemas. Ela (Dilma) disse que tem que ter a participação do setor produtivo brasileiro com seus investimentos e os governos entram com a infra-estrutura e fiscalização, ou seja, as PPPs (Parceria Público Privadas). A solução deste problema passa pelas PPPs.

Segundo ele, na medida em que o problema se agrava, a solução tem que acontecer.

- Hoje está havendo um estrangulamento no número de turistas no Rio porque a malha aérea não atende à demanda internacional. O número de vôos que pode ser ofertados tem sofrido um grande impacto porque os aeroportos noa comportam.

Para Ronald Ázaro, o turismo é uma das áreas que mais gera empregos e isso reflete no setor produtivo. Segundo ele, a indústria hoteleira já entendeu isso e está investindo em novos hotéis para aumentar o número de quartos como forma de atender a demanda futura, Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos 2016.

- Já foi liberado recursos da ordem de US$ 187 milhões que serão investidos no Rio, no setor de turismo. Há um compromisso de desembolso do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dos governos estadual e federal. Grande parte desses recursos serão investidos em infra-estrutura, qualificação de mão-de-obra, investimento na malha viária, entre outros", comentou, acrescentando que a população está exercendo um papel fundamental, ou seja, cobra e fiscaliza as ações dos governos.