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09/10/2013 | Portal G1

Deputado entra com representação no TCU por sumiço de vigas no Rio

Por conta do sumiço de vigas do Elevado da Perimetral, o deputado federal Otavio Leite (PSDB) entrou nesta quarta-feira (9) com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a fiscalização da aplicação de recursos federais nas obras do projeto Porto Maravilha e na demolição do elevado, ambos na Zona Portuária do Rio, como mostrou o RJTV. A Prefeitura notificou a Polícia Civil à noite e o caso será investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), como mostrou o Jornal Nacional.

O material foi produzido para durar quatro séculos e, juntas, as vigas valem pelo menos R$ 14 milhões, segundo o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ).

Mais de mil vigas de aço sustentam a Perimetral. Desde o início de 2013, 18 foram retiradas. Doze já foram reaproveitadas na própria revitalização do porto. Mas o paradeiro das outras seis virou um mistério. Cada uma tem 40 metros de comprimento e 20 toneladas, uma carga nada fácil de carregar. Elas não estão onde elas deveriam estar, em um terreno no Caju.

“Inacreditável. Agora nós vamos responsabilizar a concessionária do Porto que é quem faz as obras ali, que tem obrigação de tirar, e de guardar pra prefeitura”, disse o prefeito Eduardo Paes.

A prefeitura determinou à concessionária Porto Novo, responsável pela guarda do material, que desse início imediato à apuração dos fatos a fim de recuperar as peças e punir os responsáveis.

Desaparecimento das vigas

A concessionária Porto Novo informou que adotará todas as medidas cabíveis para apurar o caso. Mas segundo a Polícia Civil, até agora não houve a comunicação do desaparecimento das vigas.

Os mais de cinco quilômetros do Elevado da Perimetral vão desaparecer do mapa até 2016. O projeto de revitalização da Zona Portuária prevê calçadões arborizados e túneis subterrâneos para passagem de quatro mil veículos por hora.

Pelas contas do Conselho Regional de Engenharia do Rio este aço vale aproximadamente R$ 14 milhões, por ser mais resistente à corrosão e ter vida útil estimada em quatrocentos anos. O aço Corten, mistura de aço, nióbio e cromo, fabricado pela CSN na década de 70, é motivo de orgulho para a siderurgia nacional.

Ao todo, 26 mil toneladas de aço poderiam ser reaproveitadas, segundo o engenheiro, que participou da construção da Perimetral. Como por exemplo, na duplicação do elevado do Joá.