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06/10/2011 | Jornal Lance! Net

Deputados criticam postura da CBF

Em Brasília, as denúncias recentes publicadas pelo “LANCE!” em relação aos eventos realizados e patrocinados pela CBF para magistrados e delegados da Polícia Federal estão gerando críticas. A entidade irá realizar torneio de futebol para magistrados na Granja Comary, em Teresópolis, de 11 a 13 de novembro, e patrocinou congresso de delegados da PF, em 2009. Enquanto isso, seu presidente, Ricardo Teixeira, será investigado por suposta remessa ilegal de dinheiro do exterior para o Brasil e evita todos os convites vindos do Congresso para a prestação de contas da Copa do Mundo de 2014.

O deputado Romário (PSB-RJ) foi um dos que formalizaram convite para a participação do mandatário na Comissão de Turismo e Deporto da Câmara, mas não obteve sucesso e chegou a expressar, na ocasião, seu desapontamento com a negativa.

De acordo com o deputado federal André Moura (PSC-SE), a entidade trata a Casa com desdém e não deveria se envolver em eventos que não tem ligação com seu meio de atuação: o futebol.

– A CBF não tem nada a ver com uma associação de delegados ou magistrados. Fica a impressão de que não está preocupada com denúncias ou prestação de contas, mas que busca outros mecanismos para se proteger. Mais um motivo para que seja mesmo investigada – disse.

Otavio Leite (PSDB-RJ) e Roberto Freire (PPS-SP) seguiram a mesma linha de pensamento. Mas analisaram também a postura dos que irão usufruir dos convites.

– Esses agrados desconectados da atividade fim da CBF comprovam ser verdadeira essa busca permanente por influência nas instituições públicas e políticas. As instituições de classe deveriam tomar mais cuidado para não se deixar seduzir por tanta generosidade – frisou Leite.

– As pessoas estão se acostumando com o despudor. Se essa participação de magistrados não tem problema, eu não sei o que tem mais. É mais uma indecência. O governo também vai dar a sua contribuição com as exigências da Copa. Seremos um Brasil no Mundial e depois voltaremos a ter as nossas leis – concluiu Roberto Freire.