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09/12/2013 | Portal do PSDB na Câmara

Deputados defendem esclarecimento urgente de declarações de Tuma Jr contra petistas

Por Gabriel Garcia

Deputados tucanos defendem urgente esclarecimento a respeito das graves declarações do ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Junior sobre a fábrica de dossiês do governo do PT, o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel e a suspeita de que recursos do mensalão foram enviados para uma conta nas Ilhas Cayman. No fim de semana, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), anunciou que vai convidar o ex-secretário à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para esclarecer as denúncias, consideradas pelo deputado como “esclarecedoras e estarrecedoras”.

“O ex-secretário Tuma Junior, que fez parte do alto escalão do governo Lula por três anos, confirmou tudo aquilo que sempre denunciamos: a fábrica de dossiês petista, o até hoje obscuro assassinato político do ex-prefeito Celso Daniel e a existência de uma conta no exterior para onde foram enviados os recursos do mensalão, entre outras afirmações graves”, disse Sampaio. O parlamentar espera que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tenha a mesma agilidade e disposição para investigar o conteúdo do livro quanto a que demonstrou em relação ao dossiê apócrifo vazado à imprensa sobre suposto cartel em obras do metrô de São Paulo.

As revelações estão no livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, escrito por Tuma Junior, que comandou a Secretaria Nacional de Justiça no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A obra chega às livrarias em breve.

O presidente da Comissão de Segurança Pública e de Combate ao Crime Organizado, deputado Otavio Leite (RJ), promete colocar em votação o quanto antes o requerimento para que Romeu Tuma esclareça as práticas “pouco republicanas”. “A intenção menor de fabricar dossiês contra adversários políticos é a mais vil e torpe prática política. Vou submeter à votação o requerimento por considerar que se trata de uma providência urgente”, anunciou.

Para Vanderlei Macris (SP), o PT faz da política um vale tudo. “Esse é o comportamento de um partido que não tem outros projetos, a não ser um projeto de poder. É uma legenda que se utiliza de todos os artifícios possíveis e imagináveis, principalmente ações menos adequadas, mais baixas, para poder destruir aqueles que ousam entrar na sua frente”, reprovou. Assim como o líder Carlos Sampaio vai apresentar pedido de convite à Segurança Pública, o tucano anunciou que vai propor o convite do ex-secretário também na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.

Já William Dib (SP) afirma que o uso da máquina pública para atacar adversários faz com que a população perca a crença na política. “A política brasileira perdeu credibilidade junto à população por causa de virar regra a desconstrução de adversários políticos com denúncia anônima, fajuta e inconsistente”, avaliou.

Leitura obrigatória

O deputado César Colnago (ES) define a leitura da obra como “obrigatória”. “Este livro deveria ser lido em voz alta em praças públicas, escolas, terminais de ônibus, metrôs, aeroportos, estádios de futebol, canteiros de obras, academias, tribunais, feira-livres, enfim, em todos os lugares possíveis”, escreveu no Facebook.

Confira declarações de Romeu Tuma à “Veja” desta semana:

- “Durante todo o tempo em que estive na Secretaria Nacional de Justiça, recebi ordens para produzir e esquentar dossiês contra uma lista inteira de adversários do governo. O PT do Lula age assim. Persegue seus inimigos da maneira mais sórdida. Mas sempre me recusei.”

- “Eu descobri a conta do mensalão nas Ilhas Cayman, mas o governo e a Polícia Federal não quiseram investigar. Quando entrei no Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), encontrei engavetado um pedido de cooperação internacional do governo brasileiro às Ilhas Cayman para apurar a existência de uma conta do José Dirceu no Caribe.”

- “Aquilo [assassinato de Celso Daniel] foi um crime de encomenda. Não tenho nenhuma dúvida. Os empresários que pagavam propina ao PT em Santo André não queriam matar, mas assumiram claramente esse risco. Era para ser um sequestro, mas virou homicídio.”