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22/05/2012 | Portal do PSDB na Câmara

Descaso do MEC com professores agrava situação das universidades

Por Artur Filho

A greve dos professores em 39 universidades federais em todo o país acontece porque o ex-ministro da Educação Fernando Haddad não quis ouvir a categoria, que reivindica melhores salários e condições de trabalho. A avaliação foi feita pelos deputados Otavio Leite (RJ) e Domingos Sávio (MG) nesta terça-feira (22).

Para Leite, a incompetência do governo petista está fazendo a educação pública do país piorar a cada ano, prejudicando milhares de alunos. “Há um modelo de gestão nas universidades que se constitui num verdadeiro labirinto, um atoleiro. Não anda. O governo também não se empenha em auxiliar as universidades para que elas desatem os nós. Os recursos são poucos. As universidades também têm iniciativas precárias do ponto de vista da gestão financeira para fazer recursos. É preciso modernizar as universidades brasileiras”, destacou.

Para Sávio, é uma vergonha a atitude do PT com os professores. De acordo com o deputado, a greve em dezenas de universidades brasileiras acontece por causa da distância entre o discurso e a prática do PT. Segundo o tucano, os professores estão de braços cruzados porque o governo propôs um reajuste infame e não quis ouvir a categoria. “Pararam porque cansaram de implorar, de pedir uma negociação com o governo. Pediram para o ministro Fernando Haddad, que acabou mandando um projeto de lei sem nenhuma qualidade para a Câmara, numa declaração clara de que não queria resolver o problema”, disse.

A categoria reivindica carreira única, com 13 níveis de remuneração e variação de 5% entre os níveis, a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese, atualmente calculado em R$ 2.329,35, incorporação das gratificações e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Foto: Alexssandro Loyola