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30/09/2003 | Jornal Folha de São Paulo

Disputa municipal motiva confronto

O bate-boca entre o secretário de segurança , Anthony Garotinho (PMDB), e o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), tem relação direta com a eleição municipal de 2004. Ao se filiar ao PMDB, no mês passado o ex-governador afastou o partido de uma aliança quase certa com o prefeito, que é candidato à reeleição.

Hoje, o PMDB tem, ao lado do PFL a maior bancada na Câmara do Rio de Janeiro, com 12 vereadores. Na Asembléia Legislativa, o partido tem 27 dos 70 deputados. Dos 46 parlamentares da bancada federal fluminense, 14 são peemedebistas. O partido controla ainda 46 das 92 prefeituras do Estado.

Antes da filiação de Garotinho ao PMDB, Maia vinha articulando uma aliança com o senador Sérgio Cabral Filho, uma das principais lideranças peemedebistas do Rio. o senador controla três secretarias municipais e, por meio da aliança com Maia, pretendia ampliar a sua influência na cidade, indicando sete secretários num eventual segundo governo pefelista.

Com a aliança desfeita, Cabral Filho passou a apoiar o atual vice-governador e ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde, candidato indicado por Garotinho à prefeitura. O senador perdeu as três secretarias municipais, mas, em troca, recebeu a promessa de que Garotinho irá apoiar a sua candidatura ao governo estadual, em 2006.

O objetivo de Garotinho é fazer pelos menos 70 prefeitos no Estado , para com isso, se credenciar como nome alternativo do PMDB à sucessão presidencial.

Sem o PMDB, Maia busca negociar uma aliança com o PSDB, mas parte dos tucanos ainda está reticente.

Os deputados Denise Frossard, Eduardo Paes, Otavio Leite e Luiz Paulo Corrêa da Rocha são pré-candidatos pelo partido e estão contrários à aliança com Maia.

Apenas Ronaldo Cezar Coelho, secretário municipal de Saúde, defende o acordo.