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03/08/2012 | Portal G1

Em debate na TV, Otavio Leite discute propostas

Em debate na TV, candidatos à Prefeitura do Rio discutem propostas

Cinco dos sete candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro discutiram propostas de governo na noite desta quinta-feira (2), em debate exibido ao vivo pela TV Bandeirantes. Eduardo Paes (PMDB), Aspásia Camargo (PV), Otavio Leite (PSDB), Rodrigo Maia (DEM) e Marcelo Freixo (PSOL) responderam a perguntas de cariocas no primeiro bloco. O posicionamento dos candidatos na bancada foi decidido em sorteio antes do debate entrar no ar, com representantes de cada um deles presentes.

A primeira pergunta foi feita a Otavio Leite, a segunda a Eduardo Paes, a terceira a Rodrigo Maia, a quarta a Marcelo Freixo e a quinta para Aspásia Camargo.

No segundo bloco e no terceiro blocos, os candidatos fizeram perguntas entre si. A ordem foi definida em sorteio. Cada um teve um minuto para perguntar, dois minutos para responder, dois minutos para réplica e mais um minuto para a tréplica.

No quarto bloco foram respondidas perguntas feitas por personalidades escolhidas pela TV Bandeirantes. Cada candidato teve dois minutos para responder as perguntas sorteadas.

Os candidatos que seguiam a ordem da bancada tiveram 1 minuto e meio para comentar a resposta anterior do colega. No quinto e último bloco as perguntas sorteadas foram respondidas durante dois minutos.

Cada candidato teve três minutos para suas considerações finais.

Otavio Leite

Otavio Leite falou sobre a lei que criou para que candidatos sejam obrigados a apresentar as suas propostas de governo para que quando sejam eleitos elas possam ser conferidas. Na ocasião, ele afirmou que “se essa lei já estivesse em vigor anteriormente, não teríamos um problema no Rio de Janeiro, já que o prefeito na campanha disse que não ia criar uma taxa de iluminação e a criou depois” . O candidato pediu que o eleitor procure saber sobre sua trajetória na internet e finalizou com o tema educação. “Vamos inovar com duas professoras em sala de aula e inserir as redes universitárias dentro do sistema de saúde além de investir em iniciativas para o desenvolvimento como empresas - juniores e incubadoras”, disse Otavio Leite.

Eduardo Paes

Eduardo Paes destacou que ao longo dos últimos 3 anos e 8 meses o seu governo “parou de olhar para trás”. “O trabalho se deu com algumas premissas, e uma delas é a parceira. A gente restabeleceu o diálogo republicano com o governo do estado e com o governo federal”, disse. Segundo ele, quando assumiu a Prefeitura tinha R$ 11 bilhões e agora tem o dobro. Para Paes, a integração foi importante em seu governo, já que “90% dos investimentos da Prefeitura foram na Zona Norte e na Zona Oeste da cidade”. Ele concluiu afirmando que os desafios são muitos. “Sabemos que tem muito a ser feito ainda”, disse. Ele se disse orgulhoso de governar a cidade e que deseja ser reeleito para dar continuidade ao trabalho.

Rodrigo Maia

Rodrigo Maia afirmou que a primeira urgência do Rio de Janeiro é a saúde e que pretende abrir um concurso público para médicos e enfermeiros, garantindo um novo plano de cargos e salários. “ Não podemos mais construir estruturas de saúde sem médicos”. Para ele a segunda urgência é o transporte. Ele destacou que os BRTs foram feitos e as empresas o ganharam e, por isso, se for eleito, pretende reduzir as tarifas de ônibus de R$2 ,75 para R$ 2,50. “Se as empresas tiveram benefícios com o novo sistema, quem tem que ganhar com isso é o carioca”, disse. Ele criticou o atual governo de Paes por não ter expandido o metrô e prometeu fazer isso em sua gestão, caso seja eleito. “Pretendo expandir a linha Méier-Tijuca”.

Marcelo Freixo

Marcelo Freixo destacou que o calendário que o Rio tem pela frente provocará grandes debates. “Não podemos tolerar uma transformação tão profunda sem um verdadeiro debate democrático. Questões sobre educação e saúde ficaram muito claras aqui dentro. Estamos em segundo lugar nas pesquisas. Se cada eleitor conseguir mais um voto, conseguimos ir para o segundo turno”, disse. Ele ressaltou as eleições para vereadores e destacou a importância do seu candidato a vice-prefeito. “No PSOL nós temos princípios, diferente de alguns, como o nosso atual prefeito que já foi do PSDB, do DEM e do PFL e já foi do PV”, alfinetou. “Não fui buscar no meu vice alguém que me desse mais tempo de televisão. O Marcelo Yuka agrega valores na sua vida, que nós queremos para a política. Teremos uma campanha de rua e de rede. Não teremos tempo de TV. É uma militância que tem ideais. É com e inteligência e proposta que queremos um novo Rio de Janeiro”, finalizou.

Aspásia Camargo

Aspásia Camargo definiu o Rio de Janeiro como uma cidade que sai de uma longa crise. Segundo ela, o Rio é uma convalescente e tem problemas graves, mas tem muita esperança. “A esperança verde que meu partido representa. Hoje no mundo as cidades são lideranças incontestáveis e PV que defendeu causas tão difíceis e essas causas vêm crescendo no mundo inteiro e sendo adotadas dentro de um modelo de governo que é democrático, plural, diverso e participativo”, disse. Para ela, a educação é uma calamidade e que o Rio está em uma situação vergonhosa perante o mundo. “Temos a pior educação deste planeta. Temos que introduzir a escola em tempo integral. As crianças e jovens têm que ter alternativas no segundo horário, no segundo turno. Os nossos jovens precisam de bons empregos e para isso precisam de uma economia vigorosa”, ressaltou.

P.s.: Esta foto não compõe originalmente a matéria do Jornal O Globo on line

Foto: Marcelo de Mattos