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25/10/2013 | Jornal Monitor Mercantil digital

Em palestra, deputado defende MPEs na Bolsa de Valores

Deputado quer MPEs na Bolsa de Valores

Criar mecanismos para que micro, pequenas e médias empresas (MPEs) possam ter acesso ao mercado de capitais. Estes são os projetos do deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ) que estão tramitando na Câmara e que foram apresentados nesta sexta-feira na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

- É fundamental que as micros, pequenas e médias empresas possam lançar títulos e atrair investidores para que seus respectivos negócios possam ser expandidos - comentou, ressaltando que o país será o grande beneficiado com isso, pois irá gerar mais renda e mais receita: “os meus projetos têm essa preocupação: criar um novo ambiente para o desenvolvimento econômico. É isso que me interessa”.

O deputado tucano, que realizou palestra sobre “Desafios das MPEs no Brasil: construindo alternativas”, criticou o Governo Federal de o país só ter uma bolsa de valores - o que ele considera “ridículo” para o tamanho da economia brasileira, a sétima do mundo - e não dar acesso à média empresa ao mercado de capitais.

- São 353 empresas listadas na bolsa. Isso é muito pouco. Os meus projetos têm essa finalidade. Ao mesmo tempo, visa a estimular as primeiras empresas acontecerem, os jovens interessados em constituir uma empresa - disse, acrescentando que um de seus projetos também visa ao crowdfunding, que ele afirma ser o sistema mais moderno atualmente: “no crowdfunding, utiliza-se a internet como meio; ou seja, um ponto de encontro para investimentos coletivos nos quais o empreendedor apresenta suas idéias e investidores podem observar oportunidades de ganharem dinheiro”.

Otavio Leite explicou que para uma micro ou pequena empresa possa abrir o capital, é preciso ter um agente regulador, no caso a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Depois, abriria-se um portal, em que “as idéias seriam inscritas e teria uma grande badalação em torno desse novo mecanismo” para que os investidores brasileiros, cerca de 25 milhões que pagam o Imposto de Renda, tenham mais opções para ganhar dinheiro, “investindo em empresas que querem se expandir”. Para ser classificada como média empresa, segundo ele, é preciso que o empreendimento tenha um faturamento anual de R$ 20 milhões a R$ 400 milhões. Para ter acesso à bolsa, diz, o faturamento da empresa deve ser acima deste último valor.

Foto: Ascom Dep. Otavio Leite