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28/05/2003 | Jornal do Brasil

Emissário da Barra vai atrasar mais 1 ano

A primeira da fase obra do emissário da Barra da Tijuca, orçada em R$ 70 milhões, poderá atrasar ainda mais um ano além da última previsão. Com isso, o emissário só deverá estar concluído em abril de 2004. Entre outros problemas detectados no canteiro de obras de saneamento da Barra, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, ontem, na inspeção realizada pela Comissão Pró-Emissário da Alerj, está a necessidade de licitação para compra dos equipamentos eletro-mecânicos, sem os quais a estação de tratamento não poderá operar.

Participaram da vistoria os deputados estaduais Otavio Leite (PSDB), Ely Patrício (PFL), Acárisi Ribeiro (PRONA), representantes da comissão de fiscalização da Cedae e as associações de moradores da Barra da Tijuca e Jacarepaguá.

Para Leite, a retomada das obras está em ´ritmo muito lento´. A segunda fase do projeto, com custo estimado em R$ 180 milhões, também chamou a atenção da comissão, que questiona a obtenção dos recursos.

- Daí a minha obstinada preocupação em abrir a caixa preta do Fundo de Conservação do Meio Ambiente (Fecam) - disse Otavio Leite.

O terreno de propriedade, do governo de Minas Gerais, onde será construída a elevatória de Jacarepaguá, também foi visitado ontem. A aceleração do processo de venda do imóvel foi pedida pelo governador mineiro, Aécio Neves.

As obras de construção do emissário submarino da Barra da Tijuca só devem ser retomadas em junho. A construção atingiu 70% do total da obra, mesma proporção a que chegou a estação de tratamento de esgoto. O maior atraso, porém, se deve ao lote 3, que tem menos de 30% de sua estrutura concluídos. Mês passado, ondas atingiram uma viga de estrutura metálica que serviria para lançar o emissário no mar. O incidente deixou os pilares de sustentação inclinados.